terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sou um Emo

Sempre tenho procurado escrever algo para os amigos, é claro falta inspiração, talento, jeito mesmo. Vou tentando escrever minhas histórias quem sabe se um dia passo para a posteridade com um conto magistral, Enquanto não chega o momento vou tentando, se não conseguir tal intento que pelo menos fique registrado as minhas tentativas, graças a Deus agora com o computador posso perturbar meus amigos com minhas historietas.
Acho que algo muito importante na vida são os amigos prezo-os muito e acho que as amizades não acontecem por acaso, muito embora o acaso também participe muitas vezes das nossas amizades. Conheci Graças a Deus pessoas ótimas na vida desde minha Santa Mãe que Deus a tenha que até adivinhava os meus pensamentos e os meus problemas, foi o farol de minha existência, meu pai o amigo para todas as horas, fiel, sempre me salvou de dificuldades. Até pessoas não parentas que muito fizeram por mim, foram meus êmulos, sempre solícitos e também de grande valia. Alguns sem os quais talvez não estivesse escrevendo esta crônica. Não sei se alguém já escreveu isto: “Reter é perecer, doar é viver”. Graças a Deus sempre fui mão aberta e nunca me faltou nada, parece que quanto mais à gente doa mais a gente tem. Como diz Gibran: “É a vida que doa à vida, somos apenas testemunhas”. A amizade não é uma troca de objetos materiais, nem de gentilezas, nem jogo de influência, é um respeitar mútuo, é você adivinhar os pensamentos do amigo, suas necessidades não materiais, porque de presentes já estamos cheios ainda mais no fim do ano, com a presença daquele velhinho pornográfico que diz: OH! OH! OH!. Enfim queria agradecer aos meus amigos que me alegraram com suas histórias, outras vezes me fizeram chorar de emoção. Como dizem os jovens sou um “Emo”, mas fazer o que já não dá para mudar mais. E a todos que estão neste barco, nesta NAVE MÃE, UM FELIZ ANO NOVO!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O destino é Deus quem dá

O progresso e o desenvolvimento humano não é uma curva ascendente e muito retilínea, processam-se às vezes em saltos outras vezes verifica-se retrocesso e estagnação. Originamos como até agora aponta os estudos na África, onde foi o nosso Éden. A partir daí espalhamos pelo mundo inicialmente para o Oriente após para países mais distantes como Índia e China. Mas exames do DNA mitocondrial apontam a África como a terra de origem do homem. Das fogueiras primordiais que serviam para nos aquecer e espantar predadores e também fazer alimentos começa também a observar o que nos cerca e principalmente o céu noturno, que na época, diga-se de passagem, devia ser muito bonito e livre de poluição. A observar as estrelas certamente perguntamos quem acendeu estas fogueiras no céu noturno? Qual a sua finalidade? Entre outras questões. Não demorou foi elaborado teorias e hipóteses, certamente muito fantásticas, pois até há pouco tempo não se sabia a composição das estrelas. Inventou-se nome para as constelações ou agrupados de estrelas: Têm a do Navio, do Castor, do Urso, do Cruzeiro, nomes também de deuses antigos: Jupter, Saturno, Cassiopéia, havia também Nebulosas a de Magalhães, a Eta Carine. Inventaram-se mapas do céu e chegou-se a Astrologia que chega a ser uma ciência. Também baseado em estudos genéticos verificou que a raça homo sapiens quase se extinguiu, chegando a ter a humanidade cerca de 2000 indivíduos espalhados pelas imensas savanas africanas. E certamente caminhávamos para a extinção quando alguém teve uma idéia salvadora, por o pé na estrada, emigrar, procurar outras terras melhores e mais férteis. Diz à história que os mares estavam muito baixas e muitas ilhas a mostra, conforme o local dava vau, ou seja, dava pé, ajudado com um pouco de nado e canoas rústicas, o homem conseguiu passar para regiões férteis e com bastante água, para o oriente médio na região que corresponde ao Iêmen de hoje. Lá progrediu bastante e se multiplicou ganhando força para posteriores emigrações para o extremo oriente, Europa, Rússia, etc., colonizando praticamente toda a terra. Além do sapiens havia outras espécies de homens, o homo erectus, o homo de Nerdenthal, este ultimo habitava a Europa que naquela época devia ser gelada eram atarracados, baixos, bastante fortes, com crânio proeminente, mas mais atrasados que o sapiens que já tinha tecnologia melhor e mais eficiente para caçar. Resultado do choque de civilizações: extinção do Neardenthal e do Erectus. Resultando na terra os nossos adões e evas, ou seja, o Homem moderno, já com características que se assemelhavam em tudo a nós. Essa foi a nossa aventura segundo os cientistas modernos. Progredimos muito, mas não esqueçamos que a evolução tem muitas possibilidades e se processa ao acaso. O futuro depende muito do que estamos fazendo hoje, e parece pelo andar da carruagem, que estamos novamente em uma encruzilhada. Os homens se tornaram extremamente egoístas e não cooperam mais, predominando a lei do mais forte e do mais esperto. A terra era imensa e a população escassa, hoje há bilhões de bocas a serem alimentadas, cuidadas e o destino do homem torna-se incerto. Temos o destino em grande parte em nossas mãos, depende de nós, este mundo ainda tem jeito. Até quando não sei, mas precisamos tomar cuidado, pois como o homem caminhava para a extinção, os mais inteligentes, os mais aptos, certamente num movimento de cooperação salvaram a humanidade. Oxalá encontrem homens desprendidos hoje que façam o mesmo...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A escola é o foco donde a luz irradia...

A escola antiga era muito rigorosa e a chamada “decoreba” era a regra, as lições tinham que ser cantadas como uma “ladainha” pelos alunos sob a batuta de um professor ou professora enérgico, e ai de quem errasse,.Era severamente castigado com um castigo bem rigoroso ou tinha que se ajoelhar em caroços de milho, ou então submetido a aplicações de palmatórias, em nº de doze aplicações, na palma da mão, diga-se método bem doloroso. Todos estes castigos eram aplicados em alunos indisciplinados ou então que não sabiam a lição. A nossa escola ficava no Bairro da Santa Cruz do Rio Acima, bairro rural da distante cidade paulista de São Luiz do Paraitinga, ano de mais menos de 1950 e poucos. Portanto há muitos anos, fazia primavera, um sol muito claro, um ar muito límpido com um ventinho a agitar a vegetação, os campos estavam floridos pela bela estação e as crianças buliçosas e traquinas como sempre e muito alegres. Só que naquele dia estava acontecendo algo inusitado na escola, ela estava sendo mudada para outro prédio construído para este fim que ficava do outro lado de uma extensa várzea. E os tarecos estavam sendo levados pelos alunos maiores: consistindo em mesas, cadeiras, lousas, cadernos e outros materiais que se usam em uma comum escola rural. Mas nem todos participavam da mudança, uma turma de recalcitrantes que não sabiam a lição de tabuada havia ficado de castigo, presos na antiga escola, é lógico sem poderem também participar do referido folguedo. É claro que para a criançada era isto mesmo, pois na idade de criança tudo são diversão e motivo para brincadeiras, mesmo coisas mais sérias. Eram vários colegas meus e também meninas que não sabiam recitar a tabuada. A professora dizia aos alunos que eles iam ficar até a noite ali como castigo. Em vista disto alguns alunos lembro-me começaram a passar mal e a chorar. Foi quando disse a professora que ia embora, ela afirmou, pois vá: pule a janela. Aqui vai um pequeno preâmbulo: nos prédios antigos as janelas eram muito altas e largas que dava para passar um homem tranquilamente: não tive dúvidas subi na carteira encostada na janela e a pulei, advertido pela professora que ia me enroscar numa roseira que tinha de fronte. Mas isto não aconteceu, ganhei a estrada rapidamente e tomei o caminho de casa. No que fui impedido por moleques enviados pela professora para me pegar. Foram recebidos a pedradas. Mas audácia saiu caro, no dia seguinte ao chegar à escola que agora era nova, não pude estreá-la, pois estava expulso por ordem da professora. No início fiquei muito chateado, confesso que até chorei, mas depois já mais conformado fui eu e mais um colega flanador ajuntar flores para enfeitar a escola. Mas situação não estava boa, como ia manter esta situação tanto tempo sem meu pai saber e ele ficou sabendo, mas o velho até que foi compreensivo, falou com a professora e fui de novo aceito, agora sem pular as janelas, mas a professora também nos respeitou mais, sem castigos humilhantes.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Que o Natal seja benvindo

Sempre gostei das músicas de Natal, elas evocam algo de nossa infância bem distante, quando o rádio ou o alto falante da praça tocavam músicas na época do Natal, maravilhosas, evocativas: Eu pensei que fosse filho de Papai Noel, amanheceu e o sino gemeu... eu esperei um brinquedo de Papai Noel, mas Papai Noel não veio, então fiquei zangado e pensei, com certeza o velhinho já morreu ou então a felicidade é um brinquedo de papel. Quanta ternura, quanta meiguice, quanto sonho, sonhar não gasta nada, é preciso o povo voltar a desenvolver as fantasias nas crianças e também porque não também nos adultos. Fica esse comércio deslavado e pagão que mais parece os festivais de Baco e Afrodite, a deus do vinho e a deusa do amor. É puro paganismo mesmo, depois reclamamos não há mais cantores e compositores. Não é de se espantar pois a magia e o sonho foram para as "cucuias." Como sonhar num mundo tão materializado e que não mais existem praticamente relações humanas, só comerciais. Falar em romantismo é demodè, quadrado, ultrapassado, hoje vai-se direto ao que importa e pronto. Aí as música ficam uma m...., parecendo pornografia ou então incitam a violência. Isto não é música pelo menos pelos padrões que a gente conhecia pelo radio. É preciso o mundo voltar um pouco mais ao romantismo, não sei se vão conseguir, não um romantismo piegas, mas algo bacana, como são por exemplo as músicas de Natal mais antigas, ou as cantigas das fogueiras de São João, o folclore, as danças de roda, a ciranda, a dança de fita. Tinha tanta coisa bonita na minha infância, que parece que sumiu tudo, agora penso, ou mudei eu ou mudou o mundo, mas acho que para pior.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Do caminho suave às avenidas expressas

Quando era criança caminhava: os caminhos eram amplos e variados, muitas opções, ladeiras muitas vezes íngremes, várzeas suaves, caminhos sinuosos, ora sombreados pela mata, ora ensolarados. Tinha até uma cartilha da minha infância que se chamava Caminho Suave, pra quem não sabe o que é uma cartilha: livro didático em que se ensinam as primeiras letras, ou seja, alfabetização. Andava-se muito até para ir à Escola e ser alfabetizado. Tudo era feito na maioria das vezes a pé e cobriam-se distâncias bem razoáveis por belos caminhos ouvindo o canto dos passarinhos ou então à tardinha o coaxar dos sapos nas lagoas. Cresci, os caminhos deviam aumentar em número e distância, então diminuíram, diminuíram as opções, os caminhos que na minha infância se faziam a pé, eram simples vielas de gado, estreitos, aumentaram de tamanho e largura, tornaram-se asfaltados, já o meio de locomoção em vez de meus pés infantis, lépidos em transpor os obstáculos tornaram-se inúteis, pois foram substituídos pelo automóvel, o ônibus. Mas será que progredi? Diriam os progressistas que sim, pois fui mais rápido aos lugares pude aprender mais rápido na Escola até me tornei médico. Mas por outro lado perdi, não encontrei mais meus amigos, pois passavam muito rápidos por mim e vice versa, e não nos víamos, assim não trocavamos idéias e nem impressões, já não sobrava tempo, pois tinha que trabalhar para comprar o automóvel e o combustível para movê-lo, já que meus pés eram inúteis. Assim também não ia a casa deles, não os visitava e pior o meu amigo tinha o mesmo problema. E fomos ficando cada vez mais isolados como Robinson Crusoé em uma ilha. Na nos cumprimentamos mais, olhos nos olhos nem pensar, tudo feito através de máquinas, que dizem agora até sentimento têm. Mas cadê os sentimentos humanos, a cordialidade, a cumplicidade, a meiguice, a solidariedade, nos tornamos estranhos um ao outro. Se quisermos nos comunicar as máquinas farão isto, com sua frieza, seu calculismo. Com isto fomos ficando cada vez mais isolados um do outro, e não mais conhecemos o nosso semelhante, ficamos isolados em cavernas familiares, nos castelos medievais dos condomínios de luxo, cada vez mais isolados, nos armando até os dentes contra os outros seres humanos. Não é de estranhar que a violência aumente cada vez mais, numa escalda inaudita. Estamos retornando isto sim às trevas medievais.

sábado, 14 de novembro de 2009

O homem sempre se preocupou com suas origens e procurou explicações para isto: inicialmente havia a explicação religiosa tudo estava escrito em um livro chamado Bíblia e era extremamente simples, tudo apareceu num passe de mágica em ordem e por vontade do Criador. Aceitava-se a explicação bíblica e quem discutia isto em época passadas podia muito bem ser enviado à fogueira como herege. A palavra Cosmos significa ordem em oposição a Caos desordem, todas palavras gregas de maior significado. Acho que as explicações da origem do Cosmos não exclui um Criador, pois as maravilhas cósmicas são tão admiradas hoje como no primeiro dia em que o homem primitivo na infância de suas origens encontrava-se em torno de uma fogueira na distante idade da pedra junto com seus amigos e família e olhou pela primeira o céu, sentiu-se extasiado, deslumbrado com as maravilhas vistas e é claro que pensou que aquilo tudo devia ter um Criador e este devia ser perfeito, surgindo daí a religiosidade, que é um deslumbrar-se frente às maravilhas e mistérios do Universo. Mas ao lado do sagrado também existe o profano que convive com este que indaga, que pergunta e muitas vezes não se contenta com as respostas pré fabricadas. Então com isto começaram a surgir as primeiras cosmogonias ou seja explicações das origens cósmicas. Quando o homem começou a estudar melhor o Universo com seu intelecto então começaram a surgir as primeiras explicações e explicações que muitas vezes. até conflitavam com os livros biblicos. Primeiro a idade da terra dizia que tinha seis mil anos, mas estudando-se os fósseis e as camadas geológicas da terra viu-se que ela fora criada a milhões senão a bilhões de anos. Tendo o Universo sua origem de uma explosão Cósmica chamada Big Bang, ocorrido a muitos bilhões de anos. Acredita-se que a própria terra tenha alguns bilhões de anos que foi evoluindo até chegarmos aos nossos dias e essa evolução continuará séculos sem fim. A chave de tudo chama-se evolução que vale tanto para a matéria inerte quanto para os seres vivos e foi percebida pela primeira vez por Charles Darwin, um cientista inglês, que bolou a teoria Evolucionaria da Origem das Espécies. Ou seja uma espécie se origina de outra pré existente até chegarmos a célula primordial ou primitiva a célula-máter. Houve um período geológico, que são longos períodos de evolução que passa a terra chamado Cambriano em que houve uma explosão de vida, em que talvez a vida fosse até mais rica do que é agora. Mas o palco da vida acredita-se que era o oceano foi lá inicialmente que a vida se iniciou e se desenvolveu, após a terra foi povoada pelos seres vivos. A ciência humana foi inventada pelo homem para responder às suas indagações, sua curiosidade de explicações cósmicas que o satisfaça, muitas vezes opõem-se a religião. Que é de outra origem, pois é matéria de fé, mas o homem precisa dela, mesmo porque ele é pequeno frente as grandezas e imensidões cósmicas, seus mistérios e perigos. A religião nos conforta e nos dá esperanças frente às incertezas da vida. No meu ver não devia haver "briga" entre religião e ciência, mas respeito mútuo, pois ambas são importantes para o homem

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Para onde caminha a humanidade? Ninguém sabe responder satisfatóriamente a esta questão. A religião já não garante mais o céu, diga-se de passagem poucos acreditam nele. Algumas já prometem a felicidade aqui mesmo na terra, prometendo riquezas, prosperidade e felicidade enfim. A ciência que devia ser imparcial e racional algumas vezes assusta, quando acena com possibliddade de apocalypses, queda de asteróides, encontro com cometas num universo cada vez mais perigoso. As ciências humanas tampouco nos salva com Malthus prevendo que com o aumento da população poderá faltar alimentos, que crescem em progressão aritmética ao passo que a população aumenta geometricamente ou seja muito mais. Darwin explicou a evolução com a sobrevivência dos mais aptos, mas extrapolaram a teoria para o social com o Darwinismo social cada vez mais acirrado, como se fosse na selva, com um ser humano a devorar praticamente o outro num nível de violência nunca vistos. Em que fracos e oprimidos praticamente não tem mais oportunidades de vida. Com a crise do capitalismo, "clack" das bolsas de valores, jogou-se cerca de um bilhão de pessoas na pobreza absoluta, não chegando a renda de um dólar por dia. Para agravar mais tal quadro, as nações desenvolvidas querem viver na opulência com um nível de consumo imcompatível com a própria capacidade da terra de gerar recursos, exaurindo-se as florestas e os demais recursos naturais, desembocando num catastrófico efeito estufa que a ameaça a sobrevivência da própria humanidade. Mas há esperança? Sim há. Não faz tempo que o fantasma do cogumelo atômico assombrava a humanidade, mas este foi afastado. Agora os já citados perigos ameaçam a humanidade. É preciso muito desprendimento e vontade política, a África está ameaçada pela guerra e pobreza, além de secas colossais e doenças endêmicas. É necessária além de vontade política, muita renúncia de supérfluos bens materiais, abrir mão de individualismos, ênfase ao transporte público de massas, mais colaboração entre nações, diminuição da corrupção e principalmente controle dos gases de efeito estufa. Porque senão podemos desembarcar no famoso Armagedeon, a batalha do juízo final.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O astros sempre fascinaram os homens desde o começo dos tempos, que sempre procurou uma explicação para os mistérios do Universo. E com isso começaram a descobrir e nomear os astros, as estrelas com seu brilho e sempre imutáveis receberam nomes nomes de deuses gregos, romanos, nomes de animais, principalmente quando elas se reuniam em constelações ou seja um conjunto de estrelas. Acreditava-se e ainda acredita-se que a posição dos astros na hora do nascimento influi no destino do homem, criando mesmo uma ciência, que foi a que precedeu a astronomia, mas muitos cientistas não acreditam nas previsões astrológicas, chamando-a de uma pseudo ciência, mas para um conjunto de crendices. A astronomia moderna iniciou-se com Galileu, cientista que viveu no século XVII, que muito contribuiu para a nova ciência a astronomia, afirmando o sistema heliocentrico, no qual tinha o sol como o centro do Universo e não a terra como afirmava a igreja. Aperfeiçoou o telescópio e foi o primeiro a fazer uso científico do mesmo para observar os astros, descobriu os anéis de saturno entre outras descobertas importantes. Mas o obscurantismo vigente na época, quase o levou a fogueira da inquisição. Mas hoje sabe-se que a terra é um planeta entre milhares que existem no universo e que o sol é apenas uma estrela de média grandeza, existindo estrelas centenas de vezes maiores que o sol e que o próprio sistema solar é um entre milhares. Nós pertencemos a uma Nebulosa ou Galaxia denominada Via Láctea que contém milhões de estrelas semelhantes ao sol com seus inúmeros planetas. Muitos cientistas importantes trataram de divulgar e popularizar a Ciência da astronomia entre eles Carl Sagan importante cientista e astronômo, professor e grande popularizador da Ciência da Astronomia em sua série de Televisão chamada Cosmos em que expõe com hábil maestria os seus princípios básicos. Tornando-o acessível ao público leigo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Aphophis vem aí

Vocês sabiam que o asteróide Aphophis, significa o destruidor e pode atingir a terra em 2036, segundo cálculos dos astrofísicos da NASA, há uma probabilidade de 1 para 45000 que isto aconteça, probabilidade esta, aliás, bem pequena. Mas suficiente para levantar preocupações de uma colisão, que liberaria segundo cálculos estimados, energia equivalente à explosão de 114.000 bombas atômicas. Catástrofe semelhante aconteceu há 65 milhões de anos atrás e levou a extinção dos dinossauros. Os cientistas pedem verbas para a construção de supertelescópios que rastreariam corpos menores, não visíveis por telescópios comuns. Parece que 90%, noventa por cento dos corpos maiores de 1 km estão rastreados. Mas o problema maior são os asteróides pequenos que giram pelo espaço sideral e não são detectados. O próprio asteróide Aphophis tem 170m de diâmetro, daí se conclui que é de difícil detecção, a não ser que esteja próximo da terra, mas daí pode ser fatal, já que a velocidade de colisão é assombrosa: 20 km/s, ou seja, ou seja, 72.000 km/h, um verdadeiro projétil, que pode destruir um continente do tamanho da África. A ameaça ainda está distante, mas será que tal ameaça será levada a sério? Se for verificada que a ameaça é real, acho que algo deve ser tentado e feito. Uma das tentativas é tentar desviar o bólido com uma explosão nuclear, diga-se de passagem, tentativa bem arriscada. Mas temos que enfrentar ameaças maiores ainda, ou seja, o efeito estufa que está aí, é real, e ameaça nossa existência. O Clima ficou doido, faz-se calor no inverno e frio no verão, fazendo no dia as quatro estações do ano. Será que isto também não é uma estratégia para desviar o foco do problema principal que nos ameaça no dia a dia, que é o efeito estufa?. Com a farra do pré sal, fala-se em abandonar o programa do álcool e os carros iriam consumir óleo diesel, ora sabemos que o nosso diesel é de péssima qualidade, 10 vezes mais poluente que o Europeu, vão encher nossos pulmões de fuligem, quiçá morreremos muito antes desse asteróide com probabilidade de atingir a terra..

sábado, 19 de setembro de 2009

Um pouco de Ecologia

A ecologia me preocupa, assim como preocupa todos nós, como deixaremos o planeta aos nossos descendentes?Qual é a poluição ou a degradação ambiental que mais nos ameaça e ameaça a vida como um todo? Ainda há remédio para os problemas ambientais? Qual o setor da natureza que uma vez degradado fornece mais riscos?: Qual o sistema de mais fácil correção? Enfim há infinitas interrogações e escassas respostas. Atitudes práticas ainda muito poucas. Na década de 80 notou-se que a camada de ozônio da atmosfera estava muito escassa na região que corresponde ao nosso pólo austral, ou seja o pólo sul, foram deslocados cientistas para a região que após muito trabalho e medidas exaustivas, chegou-se a conclusão de que havia enorme buraco em nossa capa protetora atmosférica ou seja a camada de OZONIO. Explicando melhor: nas camadas superiores da atmosfera também chamada ionosfera existe grande quantidade de OZONIO ou seja o oxigênio terciário de três átomos que forma uma capa que protege contra os raios UV ou seja ultravioletas que são letais para os seres vivos e plantas uma vez que passassem a atmosfera superior e nos atingisse. Acontece que naquela época principalmente nos paises desenvolvidos desenvolvia-se grande quantidade de um gás clorado chamado CFC, que era um gás usado largamente em refrigeradores da época, assim como em todo tipo de aerossóis que com suas moléculas mais leve que o ar subia para a alta atmosfera e reagiam com o nosso OZONIO protetor destruindo nosso escudo de proteção. Assim os raios UV podiam nos atingir livremente, ocasionando segundo os especialistas milhões de casos de câncer de pele, por exemplo. Os governos se reuniram no Canadá e resolveram levar em consideração a advertência dos cientistas, pela primeira vez as nossas autoridades entraram em perfeito acordo e eliminaram tão malfadado gás de suas indústrias substituindo-o por outro gás mais inócuo, em suas matrizes industriais. Pasmem vocês e o eliminaram de suas indústrias totalmente, agora estão ajudando os paises em desenvolvimento também a fazê-lo, livrando a atmosfera de perigo tão letal.. Ora se isto foi feito com a atmosfera, pelo menos no que se refere aos danos atmosféricos causados pelos Clorofluorocarbonos, CFC,
Também poderemos fazê-lo, por exemplo, para despoluir a água, o solo, combatermos o efeito estufa. Basta ter vontade política e ouvir a ciência. Procurar usar o que Deus nos deu que é a inteligência, combater os preconceitos que tanto nos infelicitam. E sermos principalmente modestos e humildes frente aos mistérios que nos cercam. E fazer como BETANIA, viver sem ter a vergonha de ser feliz. Proclamar a beleza da vida e render glórias ao Criador.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Viagem

Nestes dias fui viajar, tinha que cuidar de negócios, mas também aproveitei para esfriar a cabeça, que “ninguém é de ferro”, como dizem. É interessante notar que os tempos mudaram muito, há muito mais gente no mundo e a competição pela vida tornou-se muito acirrada a educação, a civilidade se tornou coisa rara, embora existam. As pessoas se tornaram mais frias e ríspidas, às vezes até um pouco mal educadas. Nada se compara aos tempos idos em que os compadres ao se encontrarem tiravam o chapéu ao se cumprimentarem. Em tempos mais antigos ainda, os homens se descobriam as suas belas palhetas à passagem das damas. Mas como disse os tempos eram outros, a vida passava mais devagar, no ritmo das estações. Havia mais tranqüilidade, mais calma, corria-se menos, por outro também se cansava menos. O estresse era menor e acredito que a competição pela vida era bem menor. Apesar do ritmo frenético da vida moderna, precisamos urgentemente parar para pensar, refletir, olhar o sol e a chuva, as estrelas. Prestar atenção ao barulho de uma cachoeira, ao silêncio do mato, o cantar dos passarinhos. Estes também são alimentos espirituais tão necessários quanto à comida que comemos ou ao sono que dormimos. Recarregam nossas baterias emocionais para novos embates, dentro do torvelinho em que vivemos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em virtude de tantos desmandos que a gente vê, então dá vontade de voltar na história para ver se sempre foi assim, sujeira na política, judiciário não funciona, querem fechar o senado, a câmara faz tudo o que o governo quer. A imoralidade campeia e grassa, as estruturas da República estão carcomidas, velhas e apodrecidas. Precisava aparecer um novo "Dom Quixote", para tentar moralizar tudo isto. Comete-se atos secretos ao arrepio da lei, rouba-se a vontade e descaradamente e é absolvido por um judiciário corrupto e leniente a vontade dos mandantes do poder. Mas dando um pequeno retorno ao passado nem tão distante assim, desponta-se a figura de Ruy Barbosa, eminente jurista brasileiro, fundador da república que disse textualmente: "De tanto ver triunfar as nulidades, sinto vergonha de ser honesto", "Com a lei, pela lei e dentro da lei, porque fora dela não há salvação." Se tivemos homens honestos e competentes no passado, porque não tê-los novamente? É só saber eleger as prioridades, moralizar a política, não apoiar políticos desonestos ou aqueles que se aliam com eles. Antes de votar pensar bastante, ler a biografia dos candidatos e o que êles já fizeram, eleger bons partidos que tenham programas definidos. Tomar cuidado com extremistas ou vira-casacas, fiscalizar os políticos, enviando-lhes cartas e e-mails cobrando sua postura. Fazer da honestidade uma prioridade. Bem aqui a minha pequena contribuição aos meus leitores.

Corrupção jamais

Está certo que corrupção sempre existiu, mas ultimamente as coisas tem me causado, nojo e náuseas. Velhas raposas da política voltam à baila, frequentam as páginas dos jornais e dos noticiários. Não se respeita o povo, que é como marionetes, massa de manobra na mão dos espertalhões de plantão. A ética se tornou letra morta. Nada mais atual que as palavras do grande jurista brasileiro, que aliás por sinal não conseguiu eleger-se Presidente da República quando candidatou-se. Mas suas palavras continuam atualíssimas em importante pronunciamento, disse mais ou menos assim: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanta bandalheira na política, sinto vergonha de ser honesto" As forças vivas da nação precisam acordar como no movimento "Fora Collor, e "Diretas já", sair às ruas, manifestar seu repúdio a este estado de coisas, que está levanto a podridão na política. Esta situação a perdurar pode levar ao fim das instituições democráticas tão preciosas para nós e duramente conquistadas. Vivemos os "anos de chumbo" da falta de liberdade e isto pode voltar se as instituições continuarem a ser desmoralizadas desta maneira.

Raquel Crusoé - Arte e Cultura: EMBATE PSICOLÓGICO EM UM FERMENTO INTELECTUAL#comments#comments#comments#comments#comments#comments

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Posted by Picasa
A propaganda é muito grande pra todos os lados, é o ruido do mundo é muito grande, há muita falta de silêncio e reflexão. Age-se por impulso, compra-se por compulsão, enfim o dinheiro move o mundo e a ambição descabida. Desde o início da história há homens sem escrúpulos, sem coração que são pura maldade. Escravizam povos, submetem nações, em nome de uma superioridade racial inexistente. Já que está mais que provado que a superioridade racial é uma mentira para encobrir desmandos e barbaridades em todos os tempos. A própria ciência moderna já provou através da genética que todos somos iguais, temos a mesma origem e o mesmo genoma. Veja o exemplo do rei Leopoldo da Belgica que no início do século XX escravizou e simplesmente eliminou dez milhões de africanos congoleses, no antigo Congo Belga, sob as vistas de outras nações ditas civilizadas e ninguém disse nada. Ainda bem que actualmente outros genocídeos tem sido denunciados. Mas é pouco, muitas barbaridades e guerras e eliminação de povos estão sendo perpetuados e os direitos humanos não estão sendo respeitados, os povos indígenas tem sido eliminados. Em nome de uma superioridade racial ou religiosa inexistentes. Todo povo tem o direito a suas crenças, religiões, tradições, língua e território. Os judeus reclamam do genocídio de Hitler, mas também cometem-no contra os palestinos, negando-lhes um território e uma nação, apoiados e armados pelos americanos. Por sua vez o Irã ameaça Israel com futuras bombas atómicas, que por sinal Israel já tem várias.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Apocalypse


Tinham flocos de neve em seus cabelos que brilhavam com o sol,
Mas a menina era tão frágil, pequenina, desamparada que dava dó,
Vivia naqueles descampados imensos do começo do mundo,
Quando o mundo começou tudo era grande e desconhecido,
O homem vagava por espaços imensos...
E imensos também eram os perigos,

Mas apesar dos perigos a menina cresceu e se tornou moça,
E os seus cabelos cor de sol, ficaram acobreados, cor do sol poente,
E foi a moça mais valente da tribo, liderou revoluções, enfrentou perigos,
Sempre com uma coragem fora do comum,
E seus filhos tinham também o cabelo cor do sol,

Os descendentes dela formaram os povos nórdicos, adoradores da aurora boreal,
Grandes guerreiros do Valhala, adoradores do deus Odin.
Acredita-se que o Valhala é o paraíso nórdico, para onde vão os guerreiros depois da sua morte no campo de batalha.
Todo povo não é bom nem ruim, eles lutaram pela sua sobrevivência num mundo extremamente adverso.
Agora pergunto como deixaremos a terra para os nossos descendentes?
É muita responsabilidade, parece que estamos num banquete no ultimo dia do
Juízo final. Temos que apresentar nossas contas do que fizemos com a terra.
Gaia sofre por seus filhos, florestas inteiras são sacrificadas ao deus do consumo.
Aonde iremos agora, para o Apocalipse? Nuvens aterradoras assomam-se no horizonte.
Parem agora ou será tarde demais.

Autor: Luiz Antonio (poeta bissexto)

domingo, 16 de agosto de 2009

A vida dos homens

Na juventude pode tudo o homem,
Que homenagens aos deuses rende,
Sendo Baco o seu mais querido.
Celebra o vinho, na embriaguês dos sentidos.

Mas os tempos céleres voam,
Como voam os sonhos da juventude,
Época em que acordado se sonha.
E um dia ao porto chegamos,

Aí os sonhos se escasseam,
As idéias se embaralham,
Não dizemos nada com nexo,

E está tudo desconexo,
nada se liga.
Ai meu Deus! que vida.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O pé de Ipê

Estava até um pouco triste com a desolação que assolava: gramas secas arvores quase sem folhas, ressequidas, galhos retorcidos, céu límpido sem nenhum sinal de chuva, pudera estamos no final de julho, muita seca como é previsto para este mês. Mas eis que no caminho em meio à selva de pedra: só asfalto e cimento, me deparo com um raro e florido Ipê amarelo, arvore brasileira por excelência, aliás, nossa arvore símbolo. A atestar à ação renovadora da natureza que apesar dos maus tratos nos surpreende frequentemente dando-nos demonstrações de vitalidade e beleza, como a floração do Ipê nesta época. Assim também é a vida sempre renovando e nos surpreendendo a cada passo. Daí me vem à baila a história daquele casal que sempre se encontravam para namorar embaixo de um pé de Ipê, diz a história que era perto de uma encruzilhada, mas daí veio o vento e espalhou as flores do Ipê, veio a vida e nos separou, deixamos a nossa juventude pra trás e outros caminhos trilhamos, eu sem você e tu sem mim. A vida traçou outros planos para nós. Mas ainda ao avistá-lo ouço ainda o canto daqueles passarinhos de outrora, lembro-me daquele candido beijo que lhe dei, você pejada de vergonha, na sua timidez infantil. Hoje já com minhas cãs, penso que bobo que fui. Pois naquela época tínhamos o mundo, mas deixamos o tempo passar e ele passou inexorável e nos levou tudo, inclusive a inocência daquele beijo.

domingo, 12 de julho de 2009

A lenda do Prometeu

A Prometeu e seu irmão Epimeteu foi dado à tarefa da criação de todos os animais e suas qualidades. Assim foram criados os animais ferozes, os que voam, os capazes de muita força, outros de muita astúcia, outros muito pacíficos. Mas quando chegou à criação do homem haviam sido esgotadas todas as qualidades que já tinham sido distribuídas aos demais. Para o rei dos animais não ficar em desvantagem, Prometeu roubou o fogo dos deuses e deu aos homens. Mas Zeus ficou irritadíssimo com a audácia de Prometeu, prendeu-o e o acorrentou ao Monte Cáucaso, enquanto estava assim acorrentado vinha uma ave e lhe devorava o fígado, mas este se regenerava, pois aquele era um deus imortal. O castigo duraria 30.000 anos, mas veio Hercules e o libertou do castigo, substituindo-o pelo centauro Quíron, esta era uma exigência para libertá-lo.

Trata-se de lenda grega de muito significado: Prometeu representa a audácia do homem sempre atrás de descobertas e muitas vezes desafiando os deuses.

sábado, 4 de julho de 2009

Uma torre para o céu

Não sabia há quanto tempo era sozinha, só que a velhinha tinha uma história, teve família que há muito tempo tinha vindo da Itália, era nesta época pequenina tinha cerca de oito anos, quando um desastre de trem levou sua família, pais, irmãos, avós, como não tinha mais parentes no Brasil, foi criada na colônia italiana por pessoas estranhas. Conheceu a pobreza e a solidão já desde cedo. Também tinha grande dificuldade de comunicação, pois não tendo aprendido direito o português, não sabia pedir alimentos, por não conseguir expressar-se direito. A sorte não a favoreceu, na época havia poucos empregos para mulher sozinha e que não conhecia também as letras, viveu em casa de famílias, até que um dia se viu velha, doente e sozinha. Daí então passou a viver em albergues e da caridade pública. Mas era muito econômica e toda economia amealhada, corria e guardava de baixo do colchão, como quase todo velho não era bonita, até era um pouco esquisita, vivia falando sozinha com seus botões. Como a imaginação do povo aumenta muito, após alguns benzi mentos que deu certo, e algumas rezas ficou com fama de feiticeira, fato realçado por suas maneiras esquisitas de falar sozinho e também por suas roupas extravagantes. Muitos a procuravam para obter a cura dos seus males e preparação de filtros para casos de amor sem solução. Tudo isto aumentava sua fama de ter poderes mágicos, conversando com pessoas já falecidas tornando uma espécie de médium espírita. Os casos que lhe apareciam eram banais: amores não correspondidos, casos de eczema e cobreiros, erisipelas, etc. Com isto foi enchendo o colchão de moedas, mas após algum tempo as moedas aumentaram tanto que magoavam seu corpo após dormir em colchão tão duro e abarrotados de metais. Um dia aconteceu o inesperado: uma noite de chuvas intensas com muitos raios e trovões, sua casa também goteirava, molhando o seu colchão que além de magoar seu corpo não oferecia conforto nenhum, pois estava encharcado pela chuva. O que lhe ocasionou muito resfriado e febre contínua que muito perdurou, piorado pela chuva que também persistiu por vários dias. Até que numa noite de tempestade, com relâmpagos e trovões que davam até medo, alguém bateu a porta insistentemente. Com muito custo já doente pela febre que não a deixava, além da tosse constante, foi atender. Então uma pessoa desesperada a porta suplicava que salvassem sua filha a beira da morte em casa com tuberculose e sua numerosa família passando necessidade e doenças. Daí-me um filtro por favor dizia a mãe desesperada. Já sem saber o que fazer Maria Amália que era o nome da velhinha se desesperou; abriu o colchão e começou a lhe jogar moedas, até esvaziá-lo ___. Toma seu filtro dizia ela ___ Faça bom proveito. Pelo menos naquela noite durmiu sossegada sem o vil metal para magor-lhe o corpo. Parece que a febre até passou. A noite teve um sonho muito lindo que jamais tinha tido. Sonhou que tinha construído uma torre para o céu. Uma linda torre iluminada com rubis flamejantes. E por ela subiu para encontrar-se com Jesus.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O cachorro malhado

Existem fatos que não saem da memória da gente, são principalmente os acontecimentos da infância. Época dourada de lembranças acalentadoras de um tempo que não volta mais, por mais que evoquemos. Os dias ensolarados, o vento cortante, as geadas no inverno, o verão muitas vezes abrasador, o chiado das cigarras, o canto dos passarinhos.
Vou relatar uma lembrança que muito me tocou a infância, e é uma história verídica:
Certo dia apareceu em casa um animal desgarrado, um cachorro da raça perdigueiro, daqueles de orelhas grandes e caídas, tipo malhado: branco com manchas pretas pelo corpo, cujo latido é mais para um uivado, que impressionava bastante a gente à noite, parecendo o uivo de um lobo... Chamou a atenção por não ser um vira-lata quaisquer que sempre costumavam aparecer geralmente vindo dos vizinhos próximos. Aquele cachorro tinha algo de especial, pois não o tínhamos visto nas redondezas e não conhecíamos o dono. Mas o que chamava a atenção da gente é que o cachorro estava muito doente e mal cuidado. Apresentando grande ferimento na região do pescoço: Profundo, cheirando muito mal e com muitos bichos, oriundos de “bicheira”. Um ferimento exposto que não se cuida principalmente na região rural onde há muita vegetação e moscas é frequentemente infectado por larvas de moscas que no local se desenvolvem e vai destruindo os tecidos. No caso do infeliz cachorro já estava atingindo a região da garganta e certamente o animal morreria da infecção resultante.
O meu pai muito diligente e cuidadoso começou a cuidar das feridas do cão doente, veterinário nem pensar, mesmo que quiséssemos procurar, mas morávamos em região muito distante de qualquer tipo de recursos modernos numa época que os tratamentos eram na maioria caseiros mesmos. Só sei que após muitos cuidados o cão sarou e se revelou um belo animal de grande porte, caçador, e muito alegre. Colocamos nele o nome de malhado e virou o xodó da família. Ensinamos a ele vários truques como a ir buscar qualquer objeto que jogávamos, a deitar quando mandado. Era interessante, pois quando caçávamos passarinhos ele ia buscar a caça muitas vezes em locais de difícil acesso, ele nos trazia na boca sem magoar a caça. Enfim era a alegria da família. Como tudo o que é bom dura pouco, um belo dia apareceu um senhor na casa do papai que era caçador, com parelha de cães, espingarda a tiracolo, apetrechos de caça. E declarou que o animal o nosso malhado era dele, pois já o procurava há tempos. Dissemos das condições que encontramos o animal, doente e mal cuidado. Mas apesar dos protestos tivemos que devolver o cão que não era nosso. Apenas papai fez uma caridade, devolvendo a saúde ao cachorro abandonado. Vimos com tristeza o nosso Malhado ir embora, o que muito nos contristou. Como se diz o que causa alegria hoje, amanhã pode nos trazer tristezas, dependendo das circunstâncias da vida, que é cheia de meandros e voltas. Não sabemos quando a tristeza vai nos atingir. Temos que aproveita-la nos seus momentos bons e nestes momentos colher o que há de melhor. Pois não sabemos em que curvas da existência a tristeza nos atingirá. Ficaram nas nossas lembranças a alegria do Malhado e suas brincadeiras. Temos que agradecer por isto.

domingo, 14 de junho de 2009

Uma andorinha só não faz verão.

É madrugada, perdi o sono. A isto se chamam insônia, a gente procura o sono e não o encontra, estamos numa madrugada fria do mês de junho da primeira década do século XXI. Salvo algumas alterações do efeito estufa dizem, graças a Deus o mundo continua mais ou menos o mesmo, faz frio, faz calor, chove, as estações se sucedem, as crianças nascem, os animais se reproduzem. O vento sopra nas folhas das arvores, esta época do ano as folhas secam mais e caem forrando o chão e são tocadas pelo vento invernal. Os dias são muito límpidos, o ar parece diáfano e sopra um friozinho até gostoso. Só sinto falta um pouco é do fogão de lenha dos tempos da roça, e cozinhar batata doce e pinhões na brasa. Na cabeça, embora um pouco vazia, venha pensamento esparsos de minha vida, eu e minha esposa não nos entendemos muito. Nossos gostos diferem, cada um gosta de uma coisa, gosto dos filmes legendados e ela dos dublados. Gosto de filmes românticos e ela não. Gosto de ir ao cinema e ela não aprecia. Às vezes gosto de conversar com amigos e ela não aprecia, procuro colocar pra ela que ninguém é uma ilha, não somos o Robson Crusoé. Li em algum lugar que um casal pelo menos para combinar tem que olhar pelo menos na mesma direção, ou seja, termos os mesmos objetivos. Mas parece que nem tudo está perdido, pois concordamos na educação de nossa filha. Tenho procurado gostar também do que ela gosta e fazer na medida do possível os seus gostos. Procurar ter mais paciência com suas pequenas fraquezas, ser mais tolerante, com os detalhes, as pequenas coisas que não afetam o conjunto total da obra. Acho que a concordância tem que ser genérica. Duas pessoas nunca irão concordar totalmente com tudo, nem mesmo os gêmeos uni vitelinos. Há diferenças de todas as espécies: físicas, psicológicas, de criação, de ambiente, que moldam o ser humano. Já se disse que o homem é produto do meio. Além disso, toda pessoa por mais perfeita que seja carrega seus defeitos e suas idiossincrasias. Se não me engano tem um mandamento da igreja que diz: “Que é para se ter paciência com as fraquezas do próximo e perdoa-las”. É necessário muita tolerância e muito diálogo. Senão não se vive junto. Cada um fica como bicho em sua jaula. Cada um pro um lado e sofrendo sozinho. Uma andorinha só não faz verão. Vive só e sem ninho. Sofrendo frio e desolação.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cadê a meninice do menino?

Que bonito o início da vida, tudo é novidade, tudo é começo. O sol brilha mais bonito, os pássaros cantam maviosos, as cigarras chiam na mata ao meio dia. A tarde promete brincadeiras mil, de deslizar nas folhas dos coqueiros, caçarem borboletas, andar de carrinho de rolimãs, etc. Chega à noite o céu escuro cobre-se com milhões de pérolas multicores. O vento acariciando as folhas, fazendo um suave murmúrio. O sono já pega o menino desprevenido, para mergulhar em mil sonhos infantis de brincadeiras, pra noutro dia despertar pra novas aventuras. Os sonhos rarefazem na adolescência, para acabar na dureza da seriedade da vida adulta. Adeus brincadeiras, agora o menino se tornou um homem sério. É preciso contar, quantificar, classificar, produzir, trabalhar, como o homem do Pequeno Príncipe que contava as estrelas e anotava em seu livro de contabilidade, pois elas agora não são pérolas, são astros que estão a tantos anos-luz. A luz por sua vez caminha trezentos mil quilômetros por segundo, assim por diante. Também é preciso saber o valor do dinheiro, pois este é muito importante para a vida adulta, até mais mesmo que as estrelas. É preciso saber conta-los, até mesmo saber ganha-los. As estrelas já não interessam mais. Afinal pra que servem, enfeitar o céu à noite? Mas que falta de utilidade! Imaginar que um homem uma noite levantou-se para ouvi-las e conversar com elas, devia ser mesmo um louco ou um poeta. O sorriso da meninice do menino perde-se na sisudez da vida adulta. E perde grande parte da vida a caçar o ouro de tolo, nos meandros do capitalismo selvagem, na sua cabeça colocam idéias de jerico, de grandeza, competitividade. Agora não é mais o ser, e sim a conjugação do verbo ter, ter muito e cada vez mais. Um dia o homem já doente e cansado, volta-se para o amanhã de sua infância e descobre o menino franzino e descalço, mas que um dia foi feliz e pobre.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tudo o que balança cai.

A vida é frágil. Já se disse que não se pode avaliar a grandeza e a força do mar pela inconsistência de sua espuma. Não foi o frágil sopro da vida que também construiu nossos ossos, enfim nossas estruturas mais fortes e resistentes. Agora você pensa em um monstro antediluviano no ar, pesando 270 toneladas, construído de aço, velocidade de 900 km por hora, controlado por 40 computadores ou mais. De repente uma tempestade tropical o derruba e as frágeis vidas humanas perecem no oceano onde reina profundidades abissais. Erros houveram é claro, por que não é possível isto acontecer por acaso, do nada. Mais provável é uma cadeia de erros que culminaram com a queda fatal. Um objeto com este peso é lógico que está desafiando uma lei básica da Física: A lei da Gravidade, esta é inexorável, tudo o que existe no ar, mais pesado que este seja indubitavelmente puxado para baixo em direção a terra. Tudo isto acho complicado com a presença da tempestade que deve ter forçado as estruturas do avião ao seu limite. Daí se tira uma lição, sempre se deve reservar uma margem segurança em tudo na vida, nunca forçar a situação até limites, pois qualquer fator adverso a mais pode levar a um desastre. Outros aviões ao ver a tempestade desviaram a rota, por que este não o fez? Isto me faz lembrar outra situação de desastre, com erros humanos subestimando a natureza, o naufrágio do célebre Titanic, em que após avisos de “icebergs”, o comandante ao invés de diminuir a velocidade do navio, aumentou-a, contribuindo para o desastre. Computadores não erram. Será? Mas eles foram projetados por homens falíveis e frágeis, que erram freqüentemente. Será que eles também não carregam os problemas de seus donos? Pois são por estes programados. Os computadores não raciocinam. Muitas vezes a salvação de uma aeronave à beira de um desastre, depende do raciocínio rápido e coragem, por exemplo, daquele avião que caiu no rio Hudson, em que o piloto minimizou a tragédia evitando bairros populosos e o centro da cidade, preferindo cair no rio. Agora pergunto os computadores fariam isto? No célebre desastre da TAM em 1996 se não me engano, em que o avião caiu em uma rua movimentada da capital de São Paulo, em que o piloto quando percebeu que ao cair ia arrasar pura e simplesmente uma rua toda, conseguiu manobrar o avião até o leito carroçável da rua, salvando milhares de vida. Critica-se as leis brasileiras, mas em vôos internacionais, de acordo com as normas nacionais é obrigatórios dois pilotos, mas as normas francesas permite só um piloto e dois co-pilotos. Na hora do acidente fatal será que o piloto não estava descansando? E o avião manobrado pelos co-pilotos. Em situações de desastre isto pode fazer muita diferença. Enfim são interrogações que espero que possam ser respondidas a contento. Pois como disse a revista Veja, a aviação aprende na base da tentativa e erro e ou acertos. A conclusão a que chegamos sempre: O homem devia respeitar mais a natureza e não confronta-la a todo o momento, como vive freqüentemente fazendo. E voar nunca deixou de ser uma aventura, das mais fascinantes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sonhar também é preciso...


Navegar é preciso, sonhar também é preciso, peço licença ao grande poeta português para parodiá-lo. E poder contar a nossa história. Trata-se da saga dos Almeida, talvez nem tão bem contada e importante como a dos Terra - Cambarás, mas importante porque é a história de nossa família, a que sofri e vivi. Década era início de 1950. Vivíamos como a maioria dos brasileiros na região rural labutando com plantações de subsistência e a criação do gado que servia para o corte, fornecendo também o couro e o leite. Vivíamos de início bem isolados, morando em casa de caboclo do Vale do Paraíba: chão de terra batida, cobertura de palha, pau a pique, construção de origem indígena, assim vivia a maioria das famílias. Pobre deste jeito, talvez nem pudéssemos sonhar, alguém poderia dizer, mas sonhávamos com coisa melhor, livro em casa só a bíblia, mas lembro-me de meu pai lendo-a deitado em uma rede após o trabalho e dizendo:” Luiz você vai fazer o Científico”, pequeno menino, totalmente ignorante das coisas, mas meu pai me fazia sonhar com coisas melhores, me colocava sonhos de que um dia iria estudar sair da pobreza intelectual e material, pois a pior pobreza é a de espírito. Um povo que enriquece o espírito certamente está destinado a ser um grande povo. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, já dizia o grande poeta português. Então eu saia pelo mato golpeando as bananeiras com uma faca de cozinha, dizendo: “Eu vou fazer o Científico”, se há alguma analogia com Dom Quixote, vocês me desculpem. Mas certamente há alguma, todos nós temos um pouco de Dom Quixote, é só saber estimula-lo. Meu pai colocou sonhos na cabeça do menino. Sonhos bastantes quixotescos, considerando é claro as condições que vivíamos. Chegando a idade escolar meu pai me levou à escola do bairro, quase fui recusado devido ao tamanho mirim: muito magro e subdesenvolvido. Mas com alguma insistência paterna fui aceito e matriculado, um tempo depois minha irmã também me fez companhia nos bancos escolares. Escolinha pequena, acanhada, mas foi onde aprendemos as primeiras letras na cartinha Sodré cuja primeira lição era a da “Pata”. Mas o tempo foi rodando, meu pai amigo do progresso construiu casa nova, agora coberta de telha, pisos de tijolos e pasmem vocês, instalou míni-usina elétrica que fornecia algumas horas de eletricidade, que dava para ouvir radio mais ou menos umas três horas por dia. Como o potencial hidráulico era pouco a usina só funcionava das cinco às oito da noite, quando íamos dormir. Ouvíamos como não poderia deixar de ser Tonico e Tinoco, programa caipira chamado na “Na beira da tuia”. Pra quem não sabe: tulha, é uma espécie de silo pequeno dentro da casa onde se guardava mantimentos, ou seja, milho, feijão, arroz, enfim produtos de subsistência do caboclo. Em caipirês da época prinunciava-se se "tuia". A escolinha da roça era fraca e havia professores até a terceira série primária dos dias de hoje. Então chegou o ano fatal, não havia mais escolas pra nós estudarmos, se quiséssemos terminar o curso primário teríamos que ir à cidade mais próxima. Mas esta ficava longe, então a permanência no sertão ficou difícil, senão impossível. Foi quando com grande tristeza deixamos nossa querência, não sem um grande pesar deixamos à terra que nos viu nascer. As campinas verdejantes do sertão ficaram pra trás, juntamente com a casinha branca da serra. Lembro-me muito bem da mudança, os cavalos carregados dos poucos tarecos e mobílias iam lentos pela estrada, minha mãe a meu lado, íamos em direção a outro destino. Olhamos pela ultima vez a bela casinha branca que foi ficando pra trás juntamente com o verde das campinas. Não vou mentir, mas meu coração me doeu muito ao despedir-me do grande sertão...

sábado, 30 de maio de 2009

Viajar é preciso...

Sempre gostei de viajar, a pé, a cavalo, de bicicleta, ônibus, automóvel, tanto faz. Mas a viagem mais bonita que fiz foi certamente em um barco, por via fluvial, através do velho rio Paraná, na parte que divide São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Já faz muito tempo o rio era menos domado, ainda havia muitas enchentes nas margens do grande rio. Saímos de Porto Epitácio, numa bela manhã acordamos com um sol deslumbrante, batendo na nossa cara, viajamos numa chata, no sentido rio abaixo, era só céu, água, vegetação e muitos peixes em abundância, principalmente os pacus. Lembro-me que fazia parte de um projeto denominado Projeto Rondon, como o grande sertanista, queríamos integrar o sertão à vida civilizada: prestamos assistência Médica – Odontológica a população ribeirinha, tivemos oportunidade de ver como o caboclo daquelas localidades vivia. Muito pobre os coitados, lavouras de subsistência a beira do rio: milho, feijão, banana, e a pesca claro também devia ser uma atividade importante. O saneamento básico muito precário, ou então inexistente, lembrando que estávamos em final da década de 60 e início de 70. Mas qualquer coisa que fizéssemos pelo caboclo no sentido de minorar seus males e sua pobreza era muito bem recebida. Assim como fomos bem recebidos em todas as localidades que estivemos, lembrando que éramos estudantes com algum conhecimento e não profissionais da área. Viajamos assim mais de mil kilometros de rio, passamos por muitas cidades e localidades: Pontal do Parapanema, Rosana, Guaira, Salto Del Guairá no Paraguai, onde se deu o final da viagem. Não contente em viajar tanto por rio fomos até Foz de a Iguaçu ver também as cataratas famosas que dividem Brasil e Argentina, as cataratas do Iguaçu, que fica na cidade de Foz do Iguaçu. Conheci pela ultima vez as Sete Quedas do Guaira, pouco antes da mesma sumir tragadas pelo lago de Itaipu. Conheci um Brasil diferente que acredito praticamente não existe mais, mais selvagem, mais bruto, porém não menos bonito. Com um povo forte, varonil e bastante hospitaleiro. Mas muito pobre, sem recursos, ainda com muito pouco progresso...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Tempo bom era aquele...

Transcorriam os idos de 50, fazia muito frio na época, sol mesmo só poucas horas do dia, assim mesmo com muitas nuvens, aparecendo aqui e acolá esporadicamente. Não víamos viva alma naquele sertão, então as opções eram poucas, além de se tentar esquentar no pouco sol que havia. O mundo está esquentando, que bom!! Pois assim não temos de tolerar o frio dos cobertores curtos e “tomara que amanheça”. O perigo é o excesso de calor e o “efeito estufa”, dizem. Usando poucas roupas, dispensando os agasalhos, temos boa tolerância ao calor, já que estamos acostumados. Não me acostumava mesmo é com o que o frio de antanho, minha mãe dizia: “O dia é um palmo e a noite é um ano”, até doía o corpo de tanto ficar na cama. Pois deitava-se lá pelas sete quando muito oito da noite, quando chegava pela manhã já se tinha dormido mais do que o suficiente. O duro era levantar, o tempo neblinoso não dava boa visibilidade da vizinhança que muitas vezes após clarear estava branco de geada. Então a cama já não muito confortável tinha que dar lugar ao fogão de lenha, e então “esquentava fogo”, o que na realidade sabia-se que era o contrario, o fogo é que esquentava a gente. Ordenhava-se o gado, neste mister tinha que se juntar o gado na geada e os sempre sumidos bezerros porque sem eles o gado não produzia o leite. Então o moleque tinha que sair do fogo, com as canelas quentes e tinha que enfrentar a geada do tempo para ajuntar o gado. A um grito do seu pai fazia tudo rapidinho, ai! Se não fizesse, era castigo na certa, não esperava o segundo chamado, já enfrentava o frio, descalço com os pés vermelhos pelo fogo, agora eram esfriados pela geada. Isto acabou lhe acarretando reumatismo. Com duas crises fortes em que ficou entrevado. Mas como dizem: "pau ruim não afunda”, o menino agüentou o tranco e um dia fomos pra cidade. O pai ainda ficou enfrentando os elementos, pois era seu habitat, homem forte e destemido. Destes que desafiam o perigo sem pestanejar. A roça trazia o sustento pra nós na cidade, estudamos, eu me tornei doutor, minhas irmãs também estudaram. Agora eu penso, não só o tempo esquentou, tudo mudou. Ninguém mais mora na roça, que acho que nos moldes de antigamente também não existe mais. Antigamente o capital era a força e a inteligência do homem. E hoje. Hoje este capital parece que se encontra bem escasso!!.Ninguém quer dar duro. Todo mundo na teta do governo. Haja Teta!!!! O outro capital que é o pecuniário, parece que ninguém tem mais. Só os bancos a juros exorbitantes lá pelas “estratosferas”, produção não mais existe. Ou pouca. Aí a gente fica pensando que aquele tempo era bem melhor, mormente o frio gelado..

sábado, 23 de maio de 2009

Se Freud explica, imagina então Jung

Vinha por caminhos brumosos, povoados de sonhos em que me via perdido em meandros tortuosos, cheio de barrancos e precipícios íngremes, que me davam pavor devido ao meu medo de locais altos. Os sonhos segundo Jung são representações imagéticas que ele denominou Imago, ou seja, são os acontecimentos de nossa infância transformados por nossa psique, são resultados de influências exteriores e influências interiores resultando em imagens mentais que depois são transformadas em nosso subconsciente que em determinadas ocasiões, ou seja nos sonhos afloram para o nosso consciente. Na realidade segundo Jung temos dois egos, o ego profundo e inconsciente que trabalha nossas experiências psíquicas a partir do nosso inconsciente e forma o que ele chamou de Imago que são nossas experiências transformadas e o nosso ego consciente que está em contacto com o exterior trabalhando as experiências de fora para dentro. É como se houvesse dois sujeitos, um cartesiano real que pertence a nossa vida consciente e um Imago resultado de nossas experiências psíquicas como se uma criança ao olhar no espelho reconhecesse pela primeira vez a sua imagem, então para a mente existem dois egos, um real que se palpa e que se sente e um imagético que tem representação no mais profundo da mente inconsciente Os níveis da psique são:consciente, subconsciente e inconsciente . Durante os sonhos são abolidos os processos de censura do Ego e do Super Ego. Na realidade os processos do Ego e do Super Ego exercem censuras na mente consciente, então muitas manifestações são abafadas, às vezes até de uma maneira inconsciente, sem que a pessoa perceba. A censura do Super Ego é por demais evidente, pois se diz que representa a figura do pai repressor, da repressão dos processos civilisatórios, da repressão religiosa, etc. Nos sonhos parte da censura é liberada. Entramos em contacto com nossa mente profunda ou seja o Imago. Repressões há muito tempo recalcadas nos porões da mente, enfim é o nosso subconsciente. Certas experiências traumáticas nos deixam psiquicamente doentes, cenas fortes de violência, por exemplo. Queiram ou não as doenças iniciam no mais profundo da mente, alterando os nossos processos mentais de pensamento, de sentir, atingem o centro da vida, ou seja a nossa libido. Traduzindo libido como gana de viver. Perde-se a gana de viver ou seja a vontade de viver sobrevém à doença mental conhecida como depressão, alteram-se os hormônios e está aberto o caminho para a doença física de natureza endócrina e destas para alterações celulares e aos cânceres. A doença inicia-se na alma e desta vai para o corpo físico. O problema é que ainda não sabemos como tratar a doença da alma. A doença física é apenas uma conseqüência. A doença mental atinge o centro do ser e não vou analisá-la aqui, cabendo esta tarefa aos especialistas. Imaginando a Mente humana como o centro de tudo, tudo é feito pelo corpo para evitar que algo a atinja, então nossa energia vital = libido= gana de viver, procura desviar os processos traumáticos quer físicos ou psíquicos para a periferia do ser em direção aos órgãos emunctórios, ou seja órgãos de eliminação: pele (transpirações, erupções), rins (através da urina), pulmões (respiração). Os médicos gregos falavam que existem em nós seres vivos e humanos em particular, uma espécie de “médicus”, ou seja ao sermos atingidos por processos traumáticos de qualquer natureza, o próprio corpo já entra com os mecanismos de defesa desviando a doença dos órgãos vitais para os órgãos emunctórios. Daí a cura da gripe através de um “suadouro”, processo antigo, mas com sua lógica. Mas os processos psíquicos, quando somos profundamente atingidos em nossos sentimentos e pensamentos, em nossa libido. Aí as coisas ficam bem mais difíceis, mas acredita-se que haja também uma espécie de eliminação da causa da doença, e uma das maneiras são através dos sonhos, acredito. Young foi um profundo estudioso dos sonhos, ele acreditava que nos sonhos estão à chave para a cura de muitas doenças de natureza psíquica. Através dos sonhos a mente vai organizando e eliminando as causas do trauma que a pessoa sofreu.

sábado, 16 de maio de 2009

Cuidado com as esporas!!

Chovia muito aquele ano, a paisagem brumosa não fazia senão anunciar mais chuvas naquele distante verão da minha infância. Mas a chuva era um tanto fria, já anunciando a frialdade de um próximo outono que se avizinhava. Família numerosa, recursos escassos, distâncias enormes até a cidade mais próxima O meio de transporte mais rápido por estas paragens é o lombo do cavalo. Naquela é época minha mãe havia ficado doente, não doencinha qualquer que se cura com chazinhos ou benzimentos, mas doença bastante grave, ia emagrecendo e ficando muito fraca. Foi até cidade grande diagnosticado que o “peito estava fraco”, ou seja, Tuberculose. Ainda naquela época era doença bastante freqüente por aquelas paragens, que ameaçava a vida. Com medo que nossa mãe fosse chamada por Nosso Senhor precocemente, e deixasse órfã família numerosa providenciamos logo o tratamento. Fomos a importante Médico Tisiologista de cidade grande e bastante distante. Deslocamentos do sertão que morávamos era difícil, dificultado agora pelo período de chuvas. Tratamento tinha que ser muito rigoroso com visitas médicas a intervalos regulares, retornos e exames complementares freqüentes. O deslocamento como disse de início era o mais difícil até cidade próxima onde se tomaria outra condução que seria um ônibus ou um carro particular. O retorno também exigia uma logística especial. Pois bem, a história que quero contar aconteceu exatamente num destes retornos de nossa genitora do médico Tisiologista. Os cavalos tinham que ser levados até uma cidade próxima que ficava cerca de dez quilômetros da nossa moradia. Fui encarregado de levar os cavalos: menino franzino de cerca de dez anos, mas parecia menos, pois era bem fanado. Arriados os cavalos, montei num deles e pus-me a caminnho, a chuva não dava tréguas, caminhos lamacentos e escorregadios. Cavalos teimosos que não queriam andar. O que estava sem cavaleiro chamava-se preto, cavalo muito teimoso e “passarinhador”, termo usado para designar quando o cavalo não seguia sua trilha direito, portando em tudo o quanto é encruzilhada, empacando constantemente. Com muita dificuldade ia conduzindo os animais e rezando para que vencesse a distância que separava da cidade. Mas estava difícil, necessitava de outro cavaleiro para o animal recalcitrante. Até que parei em determinada local do caminho e pedi auxílio, eu sabia que no local morava um menino mais ou menos da minha idade, que podia me ajudar na difícil tarefa da condução dos animais. O homem prontamente cedeu o meu colega, que logo muniu-se de esporas e botas, como todo cavaleiro afoito subiu ao animal e aplicou-lhe as esporas. O animal passou a dar pinotes e meu amigo não demorou muito e foi ao chão. Por sorte pouco machucou-se, pois como disse chovia muito e o chão estava úmido amortecendo a queda. Incontinenti meu colega tornou a montar, pedindo-me que fizesse sigilo sobre a queda. No que foi prontamente atendido. Seguimos viagem, já o garoto mais calmo com as esporas. Aguardamos minha mãezinha chegar da consulta, voltamos a nossa querência, não demorou nossa genitora ficou curada. Sinto orgulho hoje em dia em ter contribuído para a cura de nossa querida mãe, mas as peripécias foram muitas: Lama, chuvas torrenciais, caminhos difíceis, cavalos indóceis, menino "esporudo" e garoto franzino.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pássaro errante - Colaboração de Eloise Ribeiro

pássaro errante

na busca de novas paisagens
um ser humano metamorfoseado
em um pássaro errante.
consciência humana que voa
num corpo que sente todas as dores.
rompe-se a vida na corrida
entre luas, sóis e estrelas,
no espaço-Tanatos pulsa,é puro Eros
e, sem receio ,corta as nuvens,
pássaro errante ,em busca do Sol.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Os pecados mortais

Sinto hoje depois de ver tanta água correr embaixo da ponte, haja água!! Que uma das coisas mais importante no homem são suas lembranças. Outro dia assisti a um filme referente ao Mal de Alzheimer, chamado “Longe dela”, a artista era a Julie Christie, e exemplificava o que era a pessoa esquecer de si e de suas lembranças, é como a morte em vida. Suas lembranças mais bonitas e mais ternas ficam no ostracismo do esquecimento, esquecer dos nomes e dos rostos dos que lhe são mais ternos, deve ser um castigo imenso, quase imensurável. Quando o homem sente desesperançado ele evoca suas lembranças mais acalentadoras, aquelas que lhe são mais caras e isso o anima a viver. E esta doença impede tudo isto. Acho que tudo que se fizer para debelar este mal em benefício do homem, ainda é pouco, tal o grau de devastação que o Mal do esquecimento acarreta. Fala-se em células tronco embrionárias, pois se for possível tal tentativa, esta deve ser tentada, a despeito de dogmas sobre o início da vida. Quando a vida se inicia? Quando ela termina? O que é a vida? Tudo ainda é uma incógnita das mais fascinantes. Claro tudo com uma certa ética e balizamentos. O que é moral hoje pode não sê-lo amanhã, dependendo das descobertas da ciência. O que não podemos aceitar são dogmas sejam ele científicos ou religiosos. A ciência boa segundo Bertrand Russell, é aquela para a felicidade e benefício da humanidade. A ciência que trabalha para a guerra é nociva e prejudicial. A ciência não devia servir a propósitos egoísticos de dominação e controle do ser humano, devia agir sempre no sentido de benefício da humanidade. Fleming inventou a penicilina que salvou milhões de seres humanos da morte certa, Jenner inventou a vacina antivariólica que erradicou a varíola da face da terra. Mal terrível que acarretava cicatrizes horrendas e ceifava milhares de vida. A ciência minora febre, mas faz explodir bombas. Certamente há no homem duas forças que se digladiam, os instintos de vida também conhecido por EROS, e os instintos de morte, conhecido por TANATOS. Eros e Tanatos se digladiam dentro do homem, então tudo que pode estimular os instintos de vida deve ser tentado. Eros é a alegria é o AMOR em tudo as suas formas, desde o Platônico, até o Kama Sutra, que é o Amor sexual Oriental. O mais impressionante é que a religião combate o Amor, não o Platônico, que existe só em termos ideais. Na prática segundo Freud, o amor deste tipo não existe, pois tudo são pulsões e desejos insatisfeitos da libido. Segundo a religião o instinto sexual é pecado a não ser para procriação e quem ainda acredita nesta falácia e o pior que ainda tem muita gente,que para satisfação do instinto sexual tem 10 filhos, só que aí comete outro pecado, pois não consegue sustentar os filhos nem lhe dar uma vida digna. Será que não seria a anticoncepção a melhor saída? O meio científico para prevenir a concepção devia ser do conhecimento de todos. A educação sexual devia ser alvo de aulas nas Escolas, mas na prática torna-se tabu e é proibida pela religião que só espalha preconceitos. A pior doença e a pior miséria é a ignorância e a falta de amor para com o próximo, que a meu ver, isto sim, devia ser pecados mortais.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Era uma vez uma cachorrinha...

Era uma vez uma cachorrinha chamada Lili,
Era assim mesmo, com nome grafado em maiúscula,
Pois parecia gente, pois a tudo entendia,
Era da família a alegria.

Uma vez lindos filhotes teve ao todo em total de quatro.
Às vezes o animal sofre igual gente,
Pois a sorte a família não favoreceu,
Daí ficou eu a Lili, a cachorrinha que parecia gente,

Procurei de toda maneira protegê-la,
Mas o inverno naquele ano foi inclemente,
E uma doença logo a acometeu
E para os padecimentos meus,

Minha cachorrinha logo morreu,
Também morreu algo aqui no meu coração,
Como se diz o homem não morre de repente!
Mas aos poucos e em parte,

Aos poucos e cotidianamente, em conta-gotas,
Vai deixando pedaços do seu coração
Com seus entes que se vão,

Luiz Antonio- Poeta bissexto.

MEU HUMILDE AMIGO

Francis Jammes


Meu cão fiel, humilde amigo, sucumbiste
Sob a mesa , fugindo à morte como à vespa
Tu fugias em vida. Ali tua cabeça
Voltaste para mim no passo breve e triste.

Companheiro banal do homem, tu que em teus dias
No que falta ao teu dono achas o que te baste,
Ó ser bendito que a jornada acompanhaste
Do arcanjo Rafael e do jovem Tobias...

Tal como um santo ama ao seu Deus, num grande
[exemplo
amaste-me também, ó servo verdadeiro!
O mistério de tua obscura inteligência
Vive num paraíso inocente e fagueiro.

Ah se de vós, meu Deus, a graça eu alcançasse
De face a face vos olhar na eternidade,
Fazei que um pobre cão contemple face a face
Quem para ele foi um deus na humanidade.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tristeza não tem fim

Na modernidade há um fenômeno recorrente que não deixa de ser antigo, mas parece que ultimamente se acentou bastante, ou seja, o fenômeno da solidão. Diversos tratados têm sido escritos por escritores, psicólogos sobre o tema sem contudo esgota-lo. A depressão gera a solidão ou vice-versa, mas o que parece que os sintomas acontecem juntos. Parecendo que um também está relacionado com o outro. Estava lendo um artigo no jornal ontem que a dizia que a felicidade humana era impossível, pois o ser humano vive e convive com o fenômeno da morte. Tema recorrente que lhe tira a vontade de viver. O lobo e o gato seriam muito mais felizes. Um grande problema enfrentado pelo homem, a religião, que sempre adia a felicidade do homem para uma vida futura. Como a dizer você está sofrendo, mas tem o paraíso futuro, das recompensas edênicas. Os justos irão para um local “futuro”, ou seja após a morte, de delícias e de contemplação, de paz eterna, não é preciso dizer que também os “injustos” enfrentarão as chamas do suplício eterno. Também tem o problema do juízo final que no “futuro”, serão julgados os vivos e os mortos. E é claro que os justos terão a recompensa eterna, os injustos serão também condenados eternamente. Quando eu era criança fiquei até com traumas por causa disso, pois os sermões eram terríveis e os padres realmente punham medo na gente. Falando nas chamas do “Castigo Eterno”. Você nota que tudo é castigo, tudo é eterno, e principalmente acontecerá sempre num futuro que a gente não sabe quando?
“Tristeza não tem fim, felicidade sim. A felicidade do pobre é como a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro, pra tudo terminar na quarta-feira.” Trechos de uma música de carnaval de antigamente. Se pulasse carnaval, segundo os padres ia mesmo pro inferno. Comer carne na sexta-feira Santa cresce rabo. Por aí vão às superstições, e o pobre do bicho-homem fica cada vez mais amedrontado, e infeliz até. Então casos de depressão, solidão não são exceções e sim regras. A religião oferecendo esta recompensa um tanto duvidosa e o pior sempre para o futuro, no presente só trabalho e ganhando pão com o suor do teu rosto, como reza a Bíblia. Vamos agora para o lado da ciência para ver se há algo melhor a oferecer ao pobre homem tão assustado e assoberbado com os problemas terrenos. Antigamente a religião tinha verdades monolíticas da imutabilidade das coisas, mas hoje se sabe que não é bem assim. A regra da natureza é que tudo muda, devagar ou às vezes repentinamente. A queda de um grande meteoro exterminou os dinossauros, outras vezes muito gradativamente. Por exemplo as primeiras formas de vida surgiram há mais de um bilhão de anos, que foi evoluindo até hoje e a evolução continua. O certo é que tudo muda e nada permanece imutável. Até mesmo a tristeza e a infelicidade. Ora se há mudanças físicas entendo também que as mudanças psicológicas acontecem. Há duas formas de cura para a depressão: medicamentos e psicoterapia às vezes juntos e outras vezes separados. A ciência já sabe que na depressão falta uma substancia na célula nervosa a dopamina, e o medicamento reporia estas substâncias. Mas e a psicoterapia como funciona? Traduzindo em miúdos a terapia ou psicoterapia são bate-papos individuais ou em grupos em que o indivíduo é ensinado a pensar corretamente sobre sua doença e os problemas que o cercam, a refletir sobre sua vida e sobre seus relacionamentos, suas emoções, seus amores e seus ódios. É preciso mesmo saber direcionar os ódios, que mesmo um sentimento ruim, mas bem direcionado deve ajudar. O problema é que não sabemos quem são exatamente nossos inimigos, ficamos confusos, nossa mente não trabalha direito na depressão, ficamos desorientados, muitas vezes necessitamos de orientação senão não saímos da crise. O certo é que o PENSAMENTO POSITIVO ajuda muito, um pensar corretamente e bem orientado já é metade da cura. Uma boa amizade ajuda demais na cura, os Amigos são como ANJOS, já se disse muito isso. Outra coisa que também atrapalha são os intermediários ou seja as MÁQUINAS. Elas se tornaram soberanas e ameaçam dominar o mundo e substituir os relacionamentos, faz-se amor através de máquinas, então que onde estão ficando os relacionamentos diretos, aqueles tete a tete, tão necessários. O pele a pele mesmo. O desaparecimento das comunidades também acho que é um grande problema do mundo moderno. A comunidade é o local onde o homem se relaciona e se realiza. É onde se manifestam as potencialidades. Mas isto é assunto para outro blog.

ट्रिस

Na modernidade há um fenômeno recorrente que não deixa de ser antigo, mas parece que ultimamente se acentou bastante, ou seja, o fenômeno da solidão. Diversos tratados têm sido escritos por escritores, psicólogos sobre o tema sem contudo esgota-lo. A depressão gera a solidão ou vice-versa, mas o que parece que os sintomas acontecem juntos. Parecendo que um também está relacionado com o outro. Estava lendo um artigo no jornal ontem que a dizia que a felicidade humana era impossível, pois o ser humano vive e convive com o fenômeno da morte. Tema recorrente que lhe tira a vontade de viver. O lobo e o gato seriam muito mais felizes. Um grande problema enfrentado pelo homem, a religião, que sempre adia a felicidade do homem para uma vida futura. Como a dizer você está sofrendo, mas tem o paraíso futuro, das recompensas edênicas. Os justos irão para um local “futuro”, ou seja após a morte, de delícias e de contemplação, de paz eterna, não é preciso dizer que também os “injustos” enfrentarão as chamas do suplício eterno. Também tem o problema do juízo final que no “futuro”, serão julgados os vivos e os mortos. E é claro que os justos terão a recompensa eterna, os injustos serão também condenados eternamente. Quando eu era criança fiquei até com traumas por causa disso, pois os sermões eram terríveis e os padres realmente punham medo na gente. Falando nas chamas do “Castigo Eterno”. Você nota que tudo é castigo, tudo é eterno, e principalmente acontecerá sempre num futuro que a gente não sabe quando?
“Tristeza não tem fim, felicidade sim. A felicidade do pobre é como a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro, pra tudo terminar na quarta-feira.” Trechos de uma música de carnaval de antigamente. Se pulasse carnaval, segundo os padres ia mesmo pro inferno. Comer carne na sexta-feira Santa cresce rabo. Por aí vão às superstições, e o pobre do bicho-homem fica cada vez mais amedrontado, e infeliz até. Então casos de depressão, solidão não são exceções e sim regras. A religião oferecendo esta recompensa um tanto duvidosa e o pior sempre para o futuro, no presente só trabalho e ganhando pão com o suor do teu rosto, como reza a Bíblia. Vamos agora para o lado da ciência para ver se há algo melhor a oferecer ao pobre homem tão assustado e assoberbado com os problemas terrenos. Antigamente a religião tinha verdades monolíticas da imutabilidade das coisas, mas hoje se sabe que não é bem assim. A regra da natureza é que tudo muda, devagar ou às vezes repentinamente. A queda de um grande meteoro exterminou os dinossauros, outras vezes muito gradativamente. Por exemplo as primeiras formas de vida surgiram há mais de um bilhão de anos, que foi evoluindo até hoje e a evolução continua. O certo é que tudo muda e nada permanece imutável. Até mesmo a tristeza e a infelicidade. Ora se há mudanças físicas entendo também que as mudanças psicológicas acontecem. Há duas formas de cura para a depressão: medicamentos e psicoterapia às vezes juntos e outras vezes separados. A ciência já sabe que na depressão falta uma substancia na célula nervosa a dopamina, e o medicamento reporia estas substâncias. Mas e a psicoterapia como funciona? Traduzindo em miúdos a terapia ou psicoterapia são bate-papos individuais ou em grupos em que o indivíduo é ensinado a pensar corretamente sobre sua doença e os problemas que o cercam, a refletir sobre sua vida e sobre seus relacionamentos, suas emoções, seus amores e seus ódios. É preciso mesmo saber direcionar os ódios, que mesmo um sentimento ruim, mas bem direcionado deve ajudar. O problema é que não sabemos quem são exatamente nossos inimigos, ficamos confusos, nossa mente não trabalha direito na depressão, ficamos desorientados, muitas vezes necessitamos de orientação senão não saímos da crise. O certo é que o PENSAMENTO POSITIVO ajuda muito, um pensar corretamente e bem orientado já é metade da cura. Uma boa amizade ajuda demais na cura, os Amigos são como ANJOS, já se disse muito isso. Outra coisa que também atrapalha são os intermediários ou seja as MÁQUINAS. Elas se tornaram soberanas e ameaçam dominar o mundo e substituir os relacionamentos, faz-se amor através de máquinas, então que onde estão ficando os relacionamentos diretos, aqueles tete a tete, tão necessários. O pele a pele mesmo. O desaparecimento das comunidades também acho que é um grande problema do mundo moderno. A comunidade é o local onde o homem se relaciona e se realiza. É onde se manifestam as potencialidades. Mas isto é assunto para outro blog

domingo, 29 de março de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=SNtpQzJlWdU

quarta-feira, 25 de março de 2009

Saudade do Matão

Às vezes tenho uma saudade imensa dos meus que já se foram, que se encontram dormindo na noite dos tempos. Estes tempos eram tão bons e não voltam mais. Mas que dá uma saudade e dá uma tristeza dá. Desculpem-me os mais novos. Mas recordar o passado é uma característica dos mais velhos. Naquela época a vida era mais simples, não havia televisão, telefone, shopping centers. O aparelho mais sofisticado da casa era o radio, este aparelho como a televisão hoje, quase todo o mundo tinha, era por ele que se faziam as comunicações, as notícias. Quem é daquela época lembra-se muito bem das novelas que eram encenadas pelo rádio, sim claro! E todo o mundo assistia. A música era então muito fácil era só ligar o rádio nalguma emissora e ouvir a música preferida. Havia o famoso Repórter Esso, o testemunho ocular da história. Que quando acabou o seu locutor, aliás, ficou muito famoso, pois no ultimo programa chorou o fim do mesmo.
O telefone era uma dificuldade, praticamente ninguém o tinha em casa, devia ser muito caro, então tinha que ir ao posto telefônico e solicitar a telefonista uma ligação, se era interurbana era demorada, principalmente pra São Paulo, às vezes demorava mais de horas. Os transportes: era de ônibus, trens ou carro próprio. O automóvel era raro e objeto de luxo, era importado dos Estados Unidos ou Europa. Poucos tinham o privilégio deste meio de transporte. O mais comum era o lombo de burros, ou então de pau de arara mesmo, para os menos desafortunados. Jornal me lembra de ter lido poucos, crimes não havia. Só que de vez em quando um roubava a mulher do outro. Este tipo de contravenção era considerado falta grave! E muitas vezes a honra era lavada com sangue. Fora estes pequenos senões, nada é perfeito, a vida era uma maravilha, tranqüila, sossegada, trabalho não faltava, e havia fartura. O Brasil um país tipicamente rural com maior parte de sua população habitando as regiões rurais. Ou seja, antes do êxodo rural, mas isto já é outra história. Até mesmo nas capitais a vida era tranqüila, com poucas ocorrências de crimes. Havia criminosos famosos como Meneguete, o bandido da luz vermelha. Crimes famosos houve, como o famoso crime da mala. Em que um imigrante italiano, tentou embarcar, uma famosa mala sinistra no porto de Santos com direção a Itália. Os cinemas tinham filmes muitos bons de primeira linha, era o tempo do Cinema Italiano, da Novelle Vague, máxima expressão do cinema francês. Tinha Jeanne Moreau, Ana Magnani, como as divas Européias. Marilyn Monroe, representando as divas americanas. Os galãs masculinos, então eram Clark Gable, Fred Astaire, Dirk Bogard, etc. Penso em rápidas pinceladas ter dado uma idéia das épocas passadas. Perdoem-me os moços, mas tinha que fazê-lo como uma forma de resgatar um pouco a época em que viveram meus pais e avós. E como era boa. Mas claro! Não existe a perfeição, defeitos havia.

terça-feira, 24 de março de 2009

O mito do capital

O mito do capital

Estava lendo O MAIS!, caderno dominical do Jornal “A Folha de” S. Paulo, que trata do palpitante assunto do momento, ou seja, a crise financeira Global, e que é uma coisa significante, diferente da coisa significada, significante, por exemplo, é a palavra b-o-i e significado é o boi no pasto propriamente dito. Ou seja, que dinheiro não vale nada é uma convenção é um mito. Mas acho que temos que ter cuidado, por que muitos morrem por mitos, quantos não morrem ou matam por dinheiro? O dinheiro apenas representa e mede a riqueza, como o metro , o quilometro, representa e mede as distâncias. Mas o dinheiro afastou-se do seu significado e ameaça devorar o mundo. Não há saídas visíveis em curto prazo. O MITO tornou-se maior que a coisa significada. Tornou-se um bem absoluto, quando devia ser relativo, apenas uma maneira de facilitar as trocas. Trabalhadores e capitalistas desejam o significante puro, negatividade desprovida de objeto, que é tudo, Que transformado em qualquer coisa e nada ___ um pedaço de papel. Respeitar o Mito é um absurdo e de onde estamos não vemos outro Mito para nos salvar.

sábado, 21 de março de 2009

A Sétima Arte

A Sétima Arte

Eu sei que são reminiscências, ou seja contar fatos passados. No meu tempo era assim ou assado, e a vida era bem melhor. Vou citar um exemplo o caso das enchentes de Santa Catarina ou da Seca no Nordeste, desde mil oitocentos e “bolinhas” que tais fatos acontecem e ninguém toma providência, muito menos os governos e os desmatamentos criminosos continuam, os rios são assoreados, saindo facilmente dos seus leitos, causando as ditas inundações. Se houvesse a prevenção tragédias desta magnitude não aconteceriam. Mais a minha história pretende ser muito mais amena, não quero falar de enchentes e catástrofes e sim de cinema. Era criança, morava na roça e o dia em que vi o cinema fiquei maravilhado com as imagens e as histórias. Saudades daqueles matines em que torcíamos por Durango Kid, Roy Rogers, Zorro e Cia., era uma farra e havia até apostas para ver quem ganhava: o mocinho ou o bandido. Lógico que era marmelada, pois os bandidos sempre perdendo para os nossos heróis para a alegria da petizada. Que lutavam horas inclusive muito bem barbeados, roupa impecável, com seus indefectíveis chapéus na cabeça, que nunca caiam, e os mocinhos é claro eram imortais. Depois vieram as superproduções: Ben Hur, Cleópatra, os Dez Mandamentos, Quo Vadis. As divas do cinema, quem daquela época as esquece? Ava Gardner, Rita Hayworth, Sofia Loren , Lana Turner, Kim Novak entre outras. O Brasil teve até uma companhia de cinema importante a Atlântida onde pontificavam Oscarito e Grande Otelo entre outros. Havia o Neo Realismo italiano em que se procurava aproximar o máximo possível da realidade, aproximando-se o filme do documentário, isto aconteceu logo após a guerra em que diretores inteligentes bastante agastados com a farsa do fascismo, produziam um cinema mais próximo do marxismo, das classes operárias, assim podemos citar Romma cità aperta, Ladri di biciclete, como filmes dessa linhagem, os principais expoentes desta fase são diretores tais como: Vitório de Sica, Roberto Rosseline. Com o cinema Europeu elevando o nível do cinema para uma verdadeira arte, a Sétima Arte. A cidade por mais pequena que fosse sempre tinha o seu cinema para exibição dos filmes. Aí então veio a Televisão que aos poucos foi concorrendo com os nossos cinemas, de início discretamente, mas outras tecnologias audiovisuais foram surgindo tais como o Vídeo Kasset e finalmente os DVD que tornaram possível até mesmo uma sessão de cinema em casa, com todo o conforto que isto traz. Mas a sociedade perdeu muito com o fim dos cinemas que gradativamente foram sumindo das nossas cidades, sendo as casas de espetáculo substituídas por igrejas pentecostais que foram instaladas no local. O cinema com seus recursos audiovisuais foi amplamente utilizado por ditadores fascistas, vide Getúlio Vargas no Brasil e Mussolini na Itália que perceberam o seu potencial de penetração popular, ao lado da diversão procurava-se catequizar as massas para as suas causas políticas. O diretores italianos o usaram como instrumento de crítica da sociedade da época, fazendo o povo pensar. Mas também por outro lado revestiram-no de verdadeira arte. Atualmente virou diversão eletizada, subsistindo praticamente só em Shoping Centers. Acabou o cinema como arte cinematográfica, só existindo praticamente o cinema comercial de Hollywood. O ideal seria associar a arte cinematográfica, espírito crítico dos diretores italianos ao fator diversão e entretenimento. Por fim o cinema brasileiro depois de um período de mesmices e imitação do cinema norte americano, renasce como arte, faz bem o governo em incentivar a arte cinematográfica através de leis, pois faz parte da cultura do povo e constitui a Sétima Arte.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A Educação vai de mal a pior

Ao ler o jornal de minha cidade hoje fiquei muito triste, pois as notícias não são boas, apesar que isto não é novidade. Só seis Escolas da região de Franca tiveram avaliação acima de 5 na avaliação do governo. No universo das Escolas de Franca que eu desconheço qual é o nº, não é a minha área, tal número é insignificante. Isto significa que as Escolas não estão ensinando nada, e os alunos perdendo o seu tempo e não aprendem bulhufas. É só enganação de ambas as partes, a sociedade não exige uma Escola boa, o Estado oferece um péssimo serviço. E tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Subdesenvolvidos e deitados eternamente em berço esplêndido. Ainda dizem que vão caprichar, que em 2030 alcançarão o primeiro mundo. Esperar até quando? Os desacertos e os desmandos administrativos são gritantes. Há poucos dias uma empresa contratada pelo Estado, pressupõe-se que tenha havido concorrência pública, publicou uma cartilha didática na área de geografia, um absurdo geográfico. Pasmem vocês, pois no Mapa da América do Sul parece que tinha sumido a Bolívia e haviam dois Paraguais. Depois de muitos protestos o governo acabou reconhecendo que estava errado. Parece que o erro vai ser corrigido. Esta é a importância que dão a Educação no Brasil, ou seja, importância nula, igual a zero. E se assuste mais ainda, o governador é candidato a Presidente da República.

domingo, 15 de março de 2009

O ULTIMO DOS MOICANOS

Escrever pra mim chega a ser uma terapêutica. Pois nessa noite resolvi contar a história de meu tio que faleceu recentemente acho que há menos de um ano. Pois é, eu tenho uma história rural. Fato que antigamente era bem corriqueiro, mas hoje já é mais raro, pois quase todo o mundo que tem até pelo menos trinta anos nasceu na cidade, depois do êxodo rural das décadas de 50 e 60. Não tenho estatísticas, mas acho que a partir da década de 70, o bairro que eu nasci e morei em minha infância estava completamente esvaziado, não tinha mais ninguém. Só ficou o meu tio, por isso que eu quero contar a história dele. Quando eu era criança lembrava muito dele que ainda era solteiro e vivia querendo casar, é lógico que casou, como quase todo mundo do bairro fazia, com uma moça do bairro, que inclusive era sua prima. Vale ressaltar que os casamentos consanguíneos naquela época eram muito frequentes. A comunidade era pequena havia poucos moços e poucas moças. De modo que se casavam entre si, havia também o motivo da preservação da herança. Motivos económicos sempre houveram, naquela época e agora também, acho que neste aspecto nada mudou. Meu tio lembro-me bem era um moço muito alegre, vivia cantando e assobiando, como quase todo o mundo. Era um bairro pobre, mas todo o mundo era alegre, riqueza não faz alegria de ninguém, pelo contrário, as vezes trazem só desgraça. Pois é neste bairro contente, alegre, cheio de festas folclóricas: São Benedito, São João, Sto. António, Festa do Divino, Natal, Semana Santa, etc., Muitas danças folclóricas, tais como o Jongo, o Moçambique, o Cateretê,. Como disse o bairro foi esvaziando com todo o mundo indo pra cidade, só ficando os mais velhos, que abandonaram as tradições, que pena!, e tudo foi morrendo. Dá até tristeza contar, mas foi assim mesmo. Só sobrou mau pai que ficou doente por muito tempo, e abandonou a lida rural. No fim só ficou o "ULTIMO DOS MOICANOS", ou seja meu tio, que num sitiozinho pequeno aguentou na roça até o final da vida, fazendo a sua rocinha, puxando o úbere de algumas vaquinhas para obter um leitinho que praticamente só dava para o sustento próprio. Fui visitá-lo com frequência enquanto era vivo. Caboclo alegre, prático nas coisas do sítio, me aconselhou nos negócios que devia fazer com relação ao sitiozinho que herdei de meu pai. Por fim este também faleceu, e com ele acabou o BAIRRO DA STA. CRUZ DO RIO ACIMA. Explicando melhor sobre MOICANOS: No oeste americano durante a conquista no século XIX, houve um cacique chamado TOURO SENTADO, que com seus valentes guerreiros, resistiram ao americano branco, cara pálida, nos seus ideais de conquista e riqueza, tentando preservar a cultura do seu povo, mas foi derrotado num verdadeiro massacre, constituindo um verdadeiro genocídio naquela época. Daí tal EPOPEIA foi lembrada num filme memorável, daí então a citação do película: O ULTIMO DOS MOICANOS. Numa analogia com nosso BAIRRO, meu tio foi o ultimo dos moicanos a resistir a invasão do ""progresso"". Infelizmente, o Bairro da minha infância não existe mais como era antes, tendo as culturas e a criação de gado substituída por extensas plantações de Eucaliptos de Companhias e Industrias que fabricam papel e outros quetais.

sábado, 14 de março de 2009

O escafandro e a borboleta

Assisti a um filme hoje: "O escafandro e a borboleta", que trata entre outros assuntos das precariedades da vida. Isto é uma coisa real, a gente está bem, cheio de vida e de planos para o futuro. Vem um acidente, ou um mal súbito, que nos leva a vida. Ou pior um mal súbito nos acomete e viramos um vegetal, um morto-vivo. O filme é interessante, a pessoa acometida de um AVC, ou mais comumente chamado de "derrame". Não fala, não se movimenta, só realiza as funções fisiológicas. O que fazer? O pior que no caso tratado no filme a pessoa estava lúcida, ouvia, entendia tudo, só que não pedia se mexer e nem falar. É como se estivesse presa a um escafandro, daí o titulo do filme. Fala da superação humana, pois esta pessoa através de sinais, consegue ditar um livro para sua esposa. Que falava sobre sua precária condição e o que estava sentindo. Vale a pena ser visto.

terça-feira, 10 de março de 2009

Divagações

Estou carente e sozinho. Pois perdi minha companheira. Até parece aqueles versos que eu li em algum lugar, que dizia mais ou menos assim: "Quando eu quis tu não me quisestes. Quando nós nos quisemos foi o mundo que não quis. Pois é, na vida Há tantos desacertos, mas também por outro lado tanta coisa dá certo. Acho que estou na fase de esperar, esperar o tempo e as estações, esperar os frutos sazonarem, esperar minha vez. Ela chegará com os primeiros ventos do outono. A minha filha disse que me amava de uma maneira tão bacana e espontânea, com a simplicidade dos jovens adolescentes. Sempre há alguém em algum lugar que conta com a gente. A gente é muito importante para esta pessoa, então é preciso ter coragem e seguir em frente apesar dos obstáculos. Dizia o Pequeno Príncipe: "Sempre em algum lugar do universo há uma flor que é única e precisa de você. Se ela morrer é como se uma estrela se apagasse. O essencial é invisível aos olhos. És responsável por tudo que cativas."

quinta-feira, 5 de março de 2009

O retorno dos mesmos

Os nossos atores e coadjuvantes na política sempre são os mesmos desde que eu me conheço por gente. Cassou-se o mandato do ex Presidente Collor, agora ele volta à cena política, primeiro como senador por Alagoas, agora como Presidente de importante comissão no Senado. O brasileiro tem memória curtíssima pois foram os mesmos que o reconduziram lá. Agora volta à cena política apoiado pelo próprio Lula. Entenda-se um barulho destes, é só fisiologismo e interesses mesquinhos da política pequena com "P" minúsculo. Lembra-me Rui Barbosa que disse textualmente: "De tanto ver triunfar as nulidades, sinto vergonha de ser honesto". Mas este também errou ao querer apagar as marcas da escravidão, sumindo com papéis e arquivos. Todos os países do Cone Sul querem rever as suas ditadoras e julgar possíveis criminosos. Só aqui no Brasil não vai haver revisão. Os militares não deixam, apoiados pelos políticos. Acorda Brasil!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Filosofias da minha vida !: A Arte do Perdão.

Filosofias da minha vida !: A Arte do Perdão.

A difícil época de estudante

Período difícil da época de todo estudante é a época dos Vestibulares. Que em minha opinião deviam até ser abolidos e inventados um outro sistema mais fácil e menos custoso. Não sou exceção e passei por este período igualmente doloroso na vida da gente. Estávamos na década de 60, tão decantadas década do Brasil de outrora. Diga-se de passagem, era um país bem melhor. Tínhamos meios de transporte até melhores que hoje. Pois é na época dos Vestibulares a gente viaja pra tudo o quanto que é lugar, cobrindo distâncias enormes. Após tentativas de ingresso nas Faculdades da Capital, empreendi viagens aos interiores deste imenso país a procura de Faculdade onde estudar. Fui dos interiores do Estado até o sul de Minas. Mas gostava de viajar e tinha disposição, só não tinha dinheiro. É claro que muitas vezes houve melhoria nas estradas que estão todas asfaltadas, mormente as do Estado de S. Paulo. O que mais gostava era viajar de trem, sim por incrível que pareça havia trens e confortáveis. Com vagões com poltronas, carros leitos, vagões restaurantes, era uma diversão viajava-se com o máximo conforto e nem se sentia as viagens. O país regrediu, pois tínhamos ótimos trens. Fiz excelentes viagens neste ótimo meio de transporte. A geração atual não teve este privilégio, fazemos todos os transportes sobre rodas de automóveis, caminhões, ônibus. Transporte oneroso, caro, difícil. Até parece que estamos no nível da Arábia Saudita em Petróleo. As nossas reservas são minguadas e de difícil extração. Então por que não se desenvolve o transporte ferroviário? Só mesmo os áulicos de Brasília poderão responder melhor a esta questão. Só sei que a reportagem que li ontem me deixou muito triste. Estações Ferroviárias abandonadas por este país todo, dilapidadas, maltratadas. Sabe-se que o transporte ferroviário é eficiente na Europa, que vai dobrar sua rede ferroviária nos próximos dez anos. Somos vinte e duas vezes maiores que o Japão, no entanto temos menos ferrovias que eles. Sem contar que as ferrovias japonesas são moderníssimas e as nossas sucateadas. Até quando viveremos em berço esplendido! Acorda Brasil!!!

Luiz Antonio de Almeida itens compartilhados

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Sobre eu e meu blog

Gosto de escrever, não o escrever por escrever, mas até uma necessidade intrínseca de me expressar, de transmitir algo, um pensamento, com ist0 eu possa despertar algo de bom em meus amigos. Muitas vezes mesmo é meu desejo de comunicação, já como disse uma amiga, sou tímido, então a comunicação verbal direta estaria dificultada, então a comunicação via internet mil vezes potencializada. Diga o que disserem, mas o computador aproximou as pessoas, que muitas vezes estavam distantes, e tinham poucas possiblidades de comunicação. E os "bloguistas" podem então dar asas a sua imaginação e exercitar as suas potencialidades, que terão mais ou menos leitores de acordo com suas possibilidades e capacidades. O meu blog é geral, pois trato de qualquer assunto, moderno, contemporâneo, assuntos atuais, problemas brasileiros e outros tantos.

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