terça-feira, 14 de abril de 2009

Os pecados mortais

Sinto hoje depois de ver tanta água correr embaixo da ponte, haja água!! Que uma das coisas mais importante no homem são suas lembranças. Outro dia assisti a um filme referente ao Mal de Alzheimer, chamado “Longe dela”, a artista era a Julie Christie, e exemplificava o que era a pessoa esquecer de si e de suas lembranças, é como a morte em vida. Suas lembranças mais bonitas e mais ternas ficam no ostracismo do esquecimento, esquecer dos nomes e dos rostos dos que lhe são mais ternos, deve ser um castigo imenso, quase imensurável. Quando o homem sente desesperançado ele evoca suas lembranças mais acalentadoras, aquelas que lhe são mais caras e isso o anima a viver. E esta doença impede tudo isto. Acho que tudo que se fizer para debelar este mal em benefício do homem, ainda é pouco, tal o grau de devastação que o Mal do esquecimento acarreta. Fala-se em células tronco embrionárias, pois se for possível tal tentativa, esta deve ser tentada, a despeito de dogmas sobre o início da vida. Quando a vida se inicia? Quando ela termina? O que é a vida? Tudo ainda é uma incógnita das mais fascinantes. Claro tudo com uma certa ética e balizamentos. O que é moral hoje pode não sê-lo amanhã, dependendo das descobertas da ciência. O que não podemos aceitar são dogmas sejam ele científicos ou religiosos. A ciência boa segundo Bertrand Russell, é aquela para a felicidade e benefício da humanidade. A ciência que trabalha para a guerra é nociva e prejudicial. A ciência não devia servir a propósitos egoísticos de dominação e controle do ser humano, devia agir sempre no sentido de benefício da humanidade. Fleming inventou a penicilina que salvou milhões de seres humanos da morte certa, Jenner inventou a vacina antivariólica que erradicou a varíola da face da terra. Mal terrível que acarretava cicatrizes horrendas e ceifava milhares de vida. A ciência minora febre, mas faz explodir bombas. Certamente há no homem duas forças que se digladiam, os instintos de vida também conhecido por EROS, e os instintos de morte, conhecido por TANATOS. Eros e Tanatos se digladiam dentro do homem, então tudo que pode estimular os instintos de vida deve ser tentado. Eros é a alegria é o AMOR em tudo as suas formas, desde o Platônico, até o Kama Sutra, que é o Amor sexual Oriental. O mais impressionante é que a religião combate o Amor, não o Platônico, que existe só em termos ideais. Na prática segundo Freud, o amor deste tipo não existe, pois tudo são pulsões e desejos insatisfeitos da libido. Segundo a religião o instinto sexual é pecado a não ser para procriação e quem ainda acredita nesta falácia e o pior que ainda tem muita gente,que para satisfação do instinto sexual tem 10 filhos, só que aí comete outro pecado, pois não consegue sustentar os filhos nem lhe dar uma vida digna. Será que não seria a anticoncepção a melhor saída? O meio científico para prevenir a concepção devia ser do conhecimento de todos. A educação sexual devia ser alvo de aulas nas Escolas, mas na prática torna-se tabu e é proibida pela religião que só espalha preconceitos. A pior doença e a pior miséria é a ignorância e a falta de amor para com o próximo, que a meu ver, isto sim, devia ser pecados mortais.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Era uma vez uma cachorrinha...

Era uma vez uma cachorrinha chamada Lili,
Era assim mesmo, com nome grafado em maiúscula,
Pois parecia gente, pois a tudo entendia,
Era da família a alegria.

Uma vez lindos filhotes teve ao todo em total de quatro.
Às vezes o animal sofre igual gente,
Pois a sorte a família não favoreceu,
Daí ficou eu a Lili, a cachorrinha que parecia gente,

Procurei de toda maneira protegê-la,
Mas o inverno naquele ano foi inclemente,
E uma doença logo a acometeu
E para os padecimentos meus,

Minha cachorrinha logo morreu,
Também morreu algo aqui no meu coração,
Como se diz o homem não morre de repente!
Mas aos poucos e em parte,

Aos poucos e cotidianamente, em conta-gotas,
Vai deixando pedaços do seu coração
Com seus entes que se vão,

Luiz Antonio- Poeta bissexto.

MEU HUMILDE AMIGO

Francis Jammes


Meu cão fiel, humilde amigo, sucumbiste
Sob a mesa , fugindo à morte como à vespa
Tu fugias em vida. Ali tua cabeça
Voltaste para mim no passo breve e triste.

Companheiro banal do homem, tu que em teus dias
No que falta ao teu dono achas o que te baste,
Ó ser bendito que a jornada acompanhaste
Do arcanjo Rafael e do jovem Tobias...

Tal como um santo ama ao seu Deus, num grande
[exemplo
amaste-me também, ó servo verdadeiro!
O mistério de tua obscura inteligência
Vive num paraíso inocente e fagueiro.

Ah se de vós, meu Deus, a graça eu alcançasse
De face a face vos olhar na eternidade,
Fazei que um pobre cão contemple face a face
Quem para ele foi um deus na humanidade.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tristeza não tem fim

Na modernidade há um fenômeno recorrente que não deixa de ser antigo, mas parece que ultimamente se acentou bastante, ou seja, o fenômeno da solidão. Diversos tratados têm sido escritos por escritores, psicólogos sobre o tema sem contudo esgota-lo. A depressão gera a solidão ou vice-versa, mas o que parece que os sintomas acontecem juntos. Parecendo que um também está relacionado com o outro. Estava lendo um artigo no jornal ontem que a dizia que a felicidade humana era impossível, pois o ser humano vive e convive com o fenômeno da morte. Tema recorrente que lhe tira a vontade de viver. O lobo e o gato seriam muito mais felizes. Um grande problema enfrentado pelo homem, a religião, que sempre adia a felicidade do homem para uma vida futura. Como a dizer você está sofrendo, mas tem o paraíso futuro, das recompensas edênicas. Os justos irão para um local “futuro”, ou seja após a morte, de delícias e de contemplação, de paz eterna, não é preciso dizer que também os “injustos” enfrentarão as chamas do suplício eterno. Também tem o problema do juízo final que no “futuro”, serão julgados os vivos e os mortos. E é claro que os justos terão a recompensa eterna, os injustos serão também condenados eternamente. Quando eu era criança fiquei até com traumas por causa disso, pois os sermões eram terríveis e os padres realmente punham medo na gente. Falando nas chamas do “Castigo Eterno”. Você nota que tudo é castigo, tudo é eterno, e principalmente acontecerá sempre num futuro que a gente não sabe quando?
“Tristeza não tem fim, felicidade sim. A felicidade do pobre é como a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro, pra tudo terminar na quarta-feira.” Trechos de uma música de carnaval de antigamente. Se pulasse carnaval, segundo os padres ia mesmo pro inferno. Comer carne na sexta-feira Santa cresce rabo. Por aí vão às superstições, e o pobre do bicho-homem fica cada vez mais amedrontado, e infeliz até. Então casos de depressão, solidão não são exceções e sim regras. A religião oferecendo esta recompensa um tanto duvidosa e o pior sempre para o futuro, no presente só trabalho e ganhando pão com o suor do teu rosto, como reza a Bíblia. Vamos agora para o lado da ciência para ver se há algo melhor a oferecer ao pobre homem tão assustado e assoberbado com os problemas terrenos. Antigamente a religião tinha verdades monolíticas da imutabilidade das coisas, mas hoje se sabe que não é bem assim. A regra da natureza é que tudo muda, devagar ou às vezes repentinamente. A queda de um grande meteoro exterminou os dinossauros, outras vezes muito gradativamente. Por exemplo as primeiras formas de vida surgiram há mais de um bilhão de anos, que foi evoluindo até hoje e a evolução continua. O certo é que tudo muda e nada permanece imutável. Até mesmo a tristeza e a infelicidade. Ora se há mudanças físicas entendo também que as mudanças psicológicas acontecem. Há duas formas de cura para a depressão: medicamentos e psicoterapia às vezes juntos e outras vezes separados. A ciência já sabe que na depressão falta uma substancia na célula nervosa a dopamina, e o medicamento reporia estas substâncias. Mas e a psicoterapia como funciona? Traduzindo em miúdos a terapia ou psicoterapia são bate-papos individuais ou em grupos em que o indivíduo é ensinado a pensar corretamente sobre sua doença e os problemas que o cercam, a refletir sobre sua vida e sobre seus relacionamentos, suas emoções, seus amores e seus ódios. É preciso mesmo saber direcionar os ódios, que mesmo um sentimento ruim, mas bem direcionado deve ajudar. O problema é que não sabemos quem são exatamente nossos inimigos, ficamos confusos, nossa mente não trabalha direito na depressão, ficamos desorientados, muitas vezes necessitamos de orientação senão não saímos da crise. O certo é que o PENSAMENTO POSITIVO ajuda muito, um pensar corretamente e bem orientado já é metade da cura. Uma boa amizade ajuda demais na cura, os Amigos são como ANJOS, já se disse muito isso. Outra coisa que também atrapalha são os intermediários ou seja as MÁQUINAS. Elas se tornaram soberanas e ameaçam dominar o mundo e substituir os relacionamentos, faz-se amor através de máquinas, então que onde estão ficando os relacionamentos diretos, aqueles tete a tete, tão necessários. O pele a pele mesmo. O desaparecimento das comunidades também acho que é um grande problema do mundo moderno. A comunidade é o local onde o homem se relaciona e se realiza. É onde se manifestam as potencialidades. Mas isto é assunto para outro blog.

ट्रिस

Na modernidade há um fenômeno recorrente que não deixa de ser antigo, mas parece que ultimamente se acentou bastante, ou seja, o fenômeno da solidão. Diversos tratados têm sido escritos por escritores, psicólogos sobre o tema sem contudo esgota-lo. A depressão gera a solidão ou vice-versa, mas o que parece que os sintomas acontecem juntos. Parecendo que um também está relacionado com o outro. Estava lendo um artigo no jornal ontem que a dizia que a felicidade humana era impossível, pois o ser humano vive e convive com o fenômeno da morte. Tema recorrente que lhe tira a vontade de viver. O lobo e o gato seriam muito mais felizes. Um grande problema enfrentado pelo homem, a religião, que sempre adia a felicidade do homem para uma vida futura. Como a dizer você está sofrendo, mas tem o paraíso futuro, das recompensas edênicas. Os justos irão para um local “futuro”, ou seja após a morte, de delícias e de contemplação, de paz eterna, não é preciso dizer que também os “injustos” enfrentarão as chamas do suplício eterno. Também tem o problema do juízo final que no “futuro”, serão julgados os vivos e os mortos. E é claro que os justos terão a recompensa eterna, os injustos serão também condenados eternamente. Quando eu era criança fiquei até com traumas por causa disso, pois os sermões eram terríveis e os padres realmente punham medo na gente. Falando nas chamas do “Castigo Eterno”. Você nota que tudo é castigo, tudo é eterno, e principalmente acontecerá sempre num futuro que a gente não sabe quando?
“Tristeza não tem fim, felicidade sim. A felicidade do pobre é como a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro, pra tudo terminar na quarta-feira.” Trechos de uma música de carnaval de antigamente. Se pulasse carnaval, segundo os padres ia mesmo pro inferno. Comer carne na sexta-feira Santa cresce rabo. Por aí vão às superstições, e o pobre do bicho-homem fica cada vez mais amedrontado, e infeliz até. Então casos de depressão, solidão não são exceções e sim regras. A religião oferecendo esta recompensa um tanto duvidosa e o pior sempre para o futuro, no presente só trabalho e ganhando pão com o suor do teu rosto, como reza a Bíblia. Vamos agora para o lado da ciência para ver se há algo melhor a oferecer ao pobre homem tão assustado e assoberbado com os problemas terrenos. Antigamente a religião tinha verdades monolíticas da imutabilidade das coisas, mas hoje se sabe que não é bem assim. A regra da natureza é que tudo muda, devagar ou às vezes repentinamente. A queda de um grande meteoro exterminou os dinossauros, outras vezes muito gradativamente. Por exemplo as primeiras formas de vida surgiram há mais de um bilhão de anos, que foi evoluindo até hoje e a evolução continua. O certo é que tudo muda e nada permanece imutável. Até mesmo a tristeza e a infelicidade. Ora se há mudanças físicas entendo também que as mudanças psicológicas acontecem. Há duas formas de cura para a depressão: medicamentos e psicoterapia às vezes juntos e outras vezes separados. A ciência já sabe que na depressão falta uma substancia na célula nervosa a dopamina, e o medicamento reporia estas substâncias. Mas e a psicoterapia como funciona? Traduzindo em miúdos a terapia ou psicoterapia são bate-papos individuais ou em grupos em que o indivíduo é ensinado a pensar corretamente sobre sua doença e os problemas que o cercam, a refletir sobre sua vida e sobre seus relacionamentos, suas emoções, seus amores e seus ódios. É preciso mesmo saber direcionar os ódios, que mesmo um sentimento ruim, mas bem direcionado deve ajudar. O problema é que não sabemos quem são exatamente nossos inimigos, ficamos confusos, nossa mente não trabalha direito na depressão, ficamos desorientados, muitas vezes necessitamos de orientação senão não saímos da crise. O certo é que o PENSAMENTO POSITIVO ajuda muito, um pensar corretamente e bem orientado já é metade da cura. Uma boa amizade ajuda demais na cura, os Amigos são como ANJOS, já se disse muito isso. Outra coisa que também atrapalha são os intermediários ou seja as MÁQUINAS. Elas se tornaram soberanas e ameaçam dominar o mundo e substituir os relacionamentos, faz-se amor através de máquinas, então que onde estão ficando os relacionamentos diretos, aqueles tete a tete, tão necessários. O pele a pele mesmo. O desaparecimento das comunidades também acho que é um grande problema do mundo moderno. A comunidade é o local onde o homem se relaciona e se realiza. É onde se manifestam as potencialidades. Mas isto é assunto para outro blog

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Sobre eu e meu blog

Gosto de escrever, não o escrever por escrever, mas até uma necessidade intrínseca de me expressar, de transmitir algo, um pensamento, com ist0 eu possa despertar algo de bom em meus amigos. Muitas vezes mesmo é meu desejo de comunicação, já como disse uma amiga, sou tímido, então a comunicação verbal direta estaria dificultada, então a comunicação via internet mil vezes potencializada. Diga o que disserem, mas o computador aproximou as pessoas, que muitas vezes estavam distantes, e tinham poucas possiblidades de comunicação. E os "bloguistas" podem então dar asas a sua imaginação e exercitar as suas potencialidades, que terão mais ou menos leitores de acordo com suas possibilidades e capacidades. O meu blog é geral, pois trato de qualquer assunto, moderno, contemporâneo, assuntos atuais, problemas brasileiros e outros tantos.

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