sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Uma história de assombração

Está muito em voga as histórias de assombrações e de terror as chamadas casas "mal assombradas". Pois contá-se que há muito tempo atrás, numa dessas casas de fazenda antiga, da época da escravidão que era mal assombrada. Dizem que na referida fazenda aconteciam coisas que até Deus duvida ou o Diabo, não sei. O fato é que tal fazenda estava já abandonada há muito tempo e que ninguém morava lá, talvez por causa das tais assombrações. Que lá existiam almas penadas, que assustavam os viajantes incautos que lá pernoitavam. Pois vamos aos fatos, dizem até que ocorrido foi verídico mesmo, aconteceu lá pras bandas da Serra de Catuçaba. Tinha um caboclo por nome Zé Romão, destemido e valente, destes que pegava boi a unha e não tinha medo de assombrações. Pois o referido, embora avisado por pessoas amigas, teimou que iria pernoitar na referida mansão, embora os amigos tentassem demovê-lo do contrário. Este talvez para aumentar a coragem levou umas pingas, dizem que a marca da "marvada" era Luizense e é claro tomou uns bons goles. Para sua surpresa de início nada ocorreu, só barulhos de ratos no forro da casa e de aves nocturnas em volta do referido casarão. Mas quando chegou por volta da meia noite, começou um barulhão danado que vinha exatamento do forro da casa que era muito antigo e bastante esburacado. Alguém gemia parecendo estar com muita dor ou sofrendo grande aflição! Quando para sua surpresa e terror a tal "assombração" falou com uma voz muita cavernosa, dizendo: Eu caio!, tornando a repetir que ia cair várias vezes. A pessoa já bastante assustada, disse: pois então que caísse. Para sua surpresa caiu só um braço da tal assombração, que repetiu novamente que ia cair, nova afirmação para que então caísse e caiu outro braço e assim por diante foram caindo todos os membros e finalmente o tronco e formou-se então um homem. Este então disse para Zé Romão que cavasse em determinado local da casa o que foi feito; a aparição lhe disse que fora um senhor de escravo muito ruim, que maltratara muito os seus servos e que era muito sovina e escondera no local um tesouro incalculável e que metade do tesouro seria de Nossa Senhora, e um quarto para as almas e um quarto para os pobres. O corajoso homem cumpriu a promessa para com Nossa Senhora por que com esta não se brinca, mas depois pensou bem: alma eu tenho, pobre eu sou e acabou ficando com a outra metade do tesouro, dizem que o destemido homem foi feliz pra sempre e ainda vive em algum local, lá pros lado do Macuco. 2 comentários 06/10/08 de passaro errante Excluir
Editar Visualizar reminiscências: A vida é passageira 03/10/08 de passaro errante Excluir
Editar Visualizar O vôo da águia

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Gosto de escrever, não o escrever por escrever, mas até uma necessidade intrínseca de me expressar, de transmitir algo, um pensamento, com ist0 eu possa despertar algo de bom em meus amigos. Muitas vezes mesmo é meu desejo de comunicação, já como disse uma amiga, sou tímido, então a comunicação verbal direta estaria dificultada, então a comunicação via internet mil vezes potencializada. Diga o que disserem, mas o computador aproximou as pessoas, que muitas vezes estavam distantes, e tinham poucas possiblidades de comunicação. E os "bloguistas" podem então dar asas a sua imaginação e exercitar as suas potencialidades, que terão mais ou menos leitores de acordo com suas possibilidades e capacidades. O meu blog é geral, pois trato de qualquer assunto, moderno, contemporâneo, assuntos atuais, problemas brasileiros e outros tantos.

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