quarta-feira, 11 de maio de 2011

A origem das espécies.

A ciência mais emocionante para mim é a História. História da formação dos povos, das grandes civilizações, hoje vou tentar contar-lhe um dos mais intrigantes capítulos da história que é o relato da Origem das Espécies sob forma de uma teoria, a da Evolução ou  Evolucionista. Neste capítulo há muita controvérsia e brigas religiosas, mas não quero entrar neste mérito. Interessa-me o mérito de grandes cientistas verdadeiros abnegados da humanidade que com sua contribuição erigiram o grande edifício da teoria Evolucionária. No princípio a terra era ígnea, só fogo e muito quente, ou seja, segundo cálculos científicos sua formação se deu há 4,6 bilhões de anos atrás. Mas as condições reinantes parecido com as do planeta mercúrio de hoje não havia água nem ar. Mas as condições foram melhorando devido a nossa localização não muito próxima do sol, mas também não muito distante, porque senão congelaríamos. Fomos colocados numa condição ideal. Depois de certo tempo surgiram aqui às primeiras moléculas de DNA, os tijolos da vida. A partir destas moléculas a vida foi florescendo inicialmente unicelular, após pluricelulares até chegarem aos organismos mais complexos: mamíferos e aos humanos, os últimos a surgirem na escala da evolução. Se compararmos a Evolução das Espécies a um dia terrestre. Os seres vivos apareceram nas ultimas horas deste dia. E o homem apareceu no ultimo segundo deste dia, a nossa origem é recentíssima. Mas já recuaram nossa origem para mais ou menos seis milhões de anos, acreditando que o nosso primeiro ancestral tenha vivido há quase dez milhões de anos. Tudo está registrado nos fósseis que são a prova viva da Evolução. O problema é encontrá-los a terra é dinâmica e tudo muda aqui, onde era mar virou deserto há lugares onde existem montanhas que foi oceano. Dizem que os continentes se movimentam numa certa velocidade, muito lentamente, que não notamos, comparando como se fosse o crescimento das unhas dos homens, ou seja, nesta velocidade. Com isso vamos supor algum animal que morreu na superfície da terra. Aquele local foi virado e revirado inúmeras vezes por vulcões, terremotos, inundações, ventos, maremotos e tsunamis. Então este fóssil foi parar no fundo de uma caverna há 200 metros de profundidade. Então talvez seja preciso mais terremotos ainda para aflorar este material na superfície e ser encontrado por um cientista PALEONTÓLOGO, aquele cientista que ao mesmo tempo seja louco, porque em são consciência ninguém faz isso, geralmente procuram ouro ou algum tesouro enterrado. Pois este cientista louco encontra este fóssil. Além do mais tem que ser uma pessoa muito treinada para reconhecer entre pedras comuns a primeiro vista por um leigo, algo precioso como, por exemplo, a clavícula de um animal do Cambriano, que foi uma era geológica muito rica em vida e que deixou muitos fósseis, mas de animais que não mais existem, e que graças à natureza ficaram petrificados e preservados como testemunhos desta era e deste animal. A paleontologia ciência que se dedica ao estudo dos fósseis, de sua história e de sua evolução. Vamos supor que este fóssil fosse de uma baleia que morreu no Saara. Pasmem vocês o deserto do Saara já foi mar em priscas eras e lá abrigou uma enorme variedade de peixes e baleias. Pois é: Milhares de fósseis de baleias estão espalhados pelo Saara, um tipo de baleia que foi extinto evidente que ancestral das atuais. Pois é um olho bem treinado descobriu que no esqueleto do crânio desta baleia ancestral encontrou-se uma estrutura que atualmente só se encontrava presente no fóssil de um animal terrestre semelhante a um lobo. Ora como pode? O cientista descobridor foi pesquisando e chegaram à conclusão que as baleias foram mamíferos terrestres que aos poucos se adaptaram a vida aquática e se assemelham hoje a peixes com nadadeiras e tudo mais. Pois foram animais terrestres com corpos semelhantes a grandes lobos, mas que por circunstâncias se adaptaram a vida marinha e através de inúmeras eras deram origem as baleias atuais. Há inúmeras provas que as baleias são mamíferas que inicialmente terrestres viraram aquáticos. Quem garante que daqui a milhões de anos não nos tornaremos também seres aquáticos? Os caminhos da evolução se processam ao acaso e não obedecem a nenhum padrão. Mas é claro são orientados pelo meio ambientes principalmente e por uma molécula milagrosa que se denomina DNA. Acido desoxiribonucleiro.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O sertanejo é antes de tudo um forte (Euclides da Cunha em Os Sertões). O brasileiro não desiste nunca (Propaganda televisiva), enfim são inúmeras as virtudes dos brasileiros. Mas esquecemos os nossos defeitos que pioram com o tempo. Herdamos a cultura latina da metrópole portuguesa. Não é por falar mal, mas até há pouco tempo era um país também muito atrasado, que viveu uma ditadura longuíssima com o Salazar. Pois é, herdamos deles quase todas as nossas qualidades e defeitos. Uma de nossas qualidades é a tolerância, somos um povo cordial e tolerante, alegre. Mas ultimamente temos piorado muito, o que coloca em cheque esta alegada cordialidade e tolerância. Começamos até certo ponto bem, tínhamos um governante bom, Dom Pedro II, homem que estudou muito e estava preparado para o cargo, não era um governo brilhante, mas sentia-se que D. Pedro amava o Brasil e muito estudou e se preparou para o cargo que ocupava. Hoje quanta diferença, até semi analfabetos nos governam, o estudo foi para as calendas. Basta afirmar que a nossa primeira Universidade foi fundada em 1932, portanto há bem menos de cem anos, quando o México teve sua primeira Universidade ainda no século XVI. O estudo por aqui nunca foi o forte do brasileiro, nada de se esforçar muito porque “cansa”, porque estudar se uma professora com mestrado e doutorado ganha pouco mais de R$600,00(seiscentos reais). Quando um jogador de futebol semi analfabeto muitas vezes ganha na casa dos milhões. Vivemos a época da inversão de valores. Como dizia Rui Barbosa, nosso grande jurisconsulto, o AGUIA DE HAIA, que perdeu a eleição para presidente da República: “De tanto ver triunfar as nulidades, sinto vergonha de ser honesto”. Pois é continuemos nossa autocrítica, para voltar a falar de governos, tivemos um muito dinâmico: O Juscelino, homem de fibra e valente que queria fazer o Brasil avançar 50 anos em cinco. Se o conseguiu não sei, só sei que atropelamos muito o tempo, invertemos prioridades, abrimos as portas para as Multinacionais, nossa indústria era fraca, será que primeiro não seria necessário fortalecê-la? Destruímos nossas prioridades que eram as ferrovias que tinham semeado o progresso e cidades por todos os rincões pátrios, hoje o país vive a falta de ferrovias para transportar sua riqueza. Semeamos rodovias, mas agora o petróleo caríssimo, ameaça nos sufocar. O governo faz propaganda demais e trabalha cada vez menos. Queremos construir ferrovias, mas agora custa uma fábula. Temos déficit crônica de infra estrutura ferroviária, aérea e fluvial. Nossos rios podiam transportar riquezas, mas são poucos explorados e o pior são agora poluídos. Para piorar o lema do brasileiro segundo o Sociólogo Roberto da Marta é: Fé em Deus e pé na tabua. Aí entra outro mito nacional o do automóvel. Todo brasileiro quer ter um automóvel e cada um por si. O pior não obedecemos a regras, exaltamos o jeitinho, nos consideramos invulneráveis, os acidentes acontecem com os outros, não conosco. Então guiamos as nossas bólides a 200 km/hora e que se dane o pedestre que estiver na frente, se somos pegos nas poucas vezes, entramos com o nosso “jeitinho” e subornamos o guarda. Regras para que? Com isso morre mais gente aqui de acidente de transito do que em muitas guerras por este mundo afora. A estatística é estarrecedora: 40.000(quarenta mil) mortes por ano num dos piores trânsitos do mundo. Que triste estatística. Vejam o seguinte e pasmem: Nos Estados Unidos quem estiver com o carro com mais de um passageiro fora o condutor tem desconto no pedágio. Agora pergunto por que não adotamos esta prática? Enfim somos mais capitalistas selvagens que os próprios capitalistas.

sábado, 19 de março de 2011

reminiscências

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Histórias que a história não conta.


Histórias que a história não conta.

Nos estertores da Idade Média, época que por sinal não deixou saudade nenhuma, pois era uma era obscurantista em que o espírito humano encontrava-se aprisionado por conceitos ultrapassados com ideias que não levavam a lugar algum. Portugal e Espanha eram as potências da época. Navegadores audazes das duas nações  ou a serviço dela rasgaram os mares e ampliaram o mundo em muitos continentes até então desconhecidos. Descobria-se o Novo Mundo, descobriam-se novas terras também para o lado oriental do mundo, dobrava o Cabo das Tormentas a partir daí então chamado de Boa Esperança. Então descobriu-se o Brasil para Portugal. Nada mais falso. Pois já era de Portugal, pois a linha de Tordesilhas dava o Brasil praticamente todo para Portugal. Então a descoberta do Brasil foi uma farsa montada pela coroa Portuguesa, pois só vieram tomar posse do que já era deles.  Assim foi a história da Segunda Guerra Mundial para citar outro evento importante. Na realidade a Alemanha já tinha perdido a guerra em 1943 na Batalha de Kursk para a Rússia, pois a partir daí o Exército vermelho só pararia em Berlim o seu destino final. Em resumo a partir daí a guerra já estava ganha pelos aliados. Mas daí começou a ciumeira e a luta pelo poder. Já pensando no pós-guerra. Stalin tinha ciúmes do marechal Zhukov, o comandante em chefe dos exércitos russos. Então o mesmo nomeou dois outros marechais para entrar em Berlin, não dando exclusividade a Zhukov, o marechal que foi o principal fator da derrota dos exércitos alemães no leste. Roosevelt comenta que Churchill está preocupado com o pós-guerra e a presença soviética. A ponto dos americanos(vide famigerada Cia) fazerem uma aliança com a Alemanha, combinando uma trégua de cem dias, para que o exército alemão se reforce para resistir ao bolchevismo, (vide russos). Churchill e Stálin mostram satisfação com o fracasso da Operação Valquíria que poderia ter impedido a vitória total e arrasadora sobre a Alemanha. De que lado estavam???  A ofensiva aliada foi acelerada na Normandia, para conter o exército soviético. Não era a época adequada produzindo milhares de baixas adicionais, mas o objetivo era conter o avanço russo., evitando o controle total pela URSS. Pergunta-se? No final da segunda guerra a Alemanha estava acabada, a capitulação era questão de tempo.
Então a guerra era contra quem? Claro que a resposta é simples, já se pensava no controle do mundo,  quem controlaria? Já se preparava outra guerra. Ainda bem que não saiu, mas quase. “Daí se conclui que na realidade a melhor definição de paz:  “É o intervalo entre duas guerras. Que o povo nada sabe das maquinações dos poderosos. Estão inventando armas poderosíssimas capazes de colocar no bolso a famosa Bomba Atômica, que sabemos delas, apenas algumas referências esparsas e isoladas. Como alguém me disse? “Da missa não sabemos um terço”.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Meu Tipo Inesquecível

Quando eu era adolescente gostava de uma revista chamada Seleções, muito boa, aliás, com artigos variados, tinha uma sessão muito interessante entre outras que tinha por título: Meu Tipo Inesquecível, pois é nesta sessão geralmente se desenvolvia um artigo interessante de um algum autor sobre uma pessoa notável em algum ramo da atividade humana, ou que tinha alguma característica peculiar. Então havia o desfile de várias personalidades, mas muitas vezes não precisava esta pessoa ter escrito um livro ou escalado uma montanha. Muitas vezes eram pessoas simples mesmo, a avó do autor, uma tia ou vizinho, mas que tinha uma história interessante desta pessoa. Se eu fosse escrever meu Tipo Inesquecível, a minha mãe preencheria todos os quesitos, pois era uma pessoa interessantíssima que muito me marcou, quer pela  paciência, sua perseverança, fé, e sabedoria. Pra começar ela sabia de todas as histórias interessantes e engraçadas do Bairro. Uma espécie de cronista conhecia histórias interessantes de assombrações e do Pedro Malasartes, este ultimo como o próprio diz vivia fazendo artes e pregando peças nos mal avisados. Sabia histórias da escravidão, do Lampião e Maria Bonita, do Corpo Seco e do Saci Pererê. O Saci Pererê era um moleque bem escurinho de uma perna só que vivia assobiando pelo mato. Provocava vento e fazia redemoinhos, atrapalhava a crina dos cavalos, e fazia as pessoas perderem coisas. Sabia também o coaxar dos sapos e o que significavam: Uns faziam gamelas de acordo com seu coaxar, outros tocavam instrumentos, assobiavam, etc. Ela teve uma vida muito dura, desde criança trabalhou pesado em engenhos de fazer rapaduras, o adoçante que precedeu o açúcar, que, aliás, era muito melhor, mas acabou só subsistindo talvez no interior de Minas.  Como toda pessoa sofrida era triste e não gostava de rir muito, trabalhava duro, como todo o mundo fazia naquela época de vida rural intensiva. Tudo ou praticamente tudo saia da fazenda, só se ia à cidade pra comprar fósforos, sal e roupas que não se fabricava nas fazendas ou sítios. No mais tudo ali era produzindo: A carne, o leite, a manteiga, a banha, a farinha, rapadura, verduras e frutas. As cidades eram pequenas e de pouco comércio, a ponto das cidades dependerem quase completamente da zona rural. Mas claro isso mudou. Então, estava dizendo que ela era triste, mas até certo ponto. Pois a vida familiar era o ponto forte daquela época, as famílias eram muito mais estáveis, e tudo praticamente girava em torno da vida familiar.  As festas, as visitas de uma família a outra, esta vinha nos visitar, então ficávamos devendo uma visita que logo era combinado para o próximo domingo ou feriado. Também vivendo e observando isto acho que fiquei muito caseiro e aprecio também esta vida familiar que infelizmente acabou. Estava falando de sua tristeza, às vezes, mas nem sempre, pois ela adorava visitas e  conversar, contar suas histórias. O riso embora sendo uma mulher pequena fosse impressionante e tonitruante, parecia que ela ria com o corpo todo e com a alma. A alegria tomava conta dela. Então minha mãe foi o meu Tipo Inesquecível.

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Sobre eu e meu blog

Gosto de escrever, não o escrever por escrever, mas até uma necessidade intrínseca de me expressar, de transmitir algo, um pensamento, com ist0 eu possa despertar algo de bom em meus amigos. Muitas vezes mesmo é meu desejo de comunicação, já como disse uma amiga, sou tímido, então a comunicação verbal direta estaria dificultada, então a comunicação via internet mil vezes potencializada. Diga o que disserem, mas o computador aproximou as pessoas, que muitas vezes estavam distantes, e tinham poucas possiblidades de comunicação. E os "bloguistas" podem então dar asas a sua imaginação e exercitar as suas potencialidades, que terão mais ou menos leitores de acordo com suas possibilidades e capacidades. O meu blog é geral, pois trato de qualquer assunto, moderno, contemporâneo, assuntos atuais, problemas brasileiros e outros tantos.

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